Mensagem do Gate News, 27 de abril — Um novo artigo acadêmico que analisa todas as transações da Polymarket de 2023 a 2025 conclui que a precisão da plataforma reflete “o saber de uma minoria informada, não o saber da multidão”. O working paper, revisado em 25 de abril, foi escrito por Roberto Gómez-Cram, Yunhan Guo e Howard Kung da London Business School e Theis Ingerslev Jensen da Yale. O estudo abrange 1,72 milhão de contas, 210.322 mercados e aproximadamente US$ 13,76 bilhões em volume de negociação.
Apenas 3,14% das contas se qualificam como “vencedores habilidosos”, cujo fluxo de ordens prevê consistentemente tanto os movimentos de preço de curto prazo quanto os resultados finais. Esses traders habilidosos e formadores de mercado juntos capturam mais de 30% de todos os ganhos, enquanto representam menos de 3,5% de todas as contas. Usando um teste de randomização de sinal que reexecutou o histórico de cada trader 10.000 vezes com as direções de compra/venda invertidas aleatoriamente, os autores descobriram que o lucro e prejuízo bruto é um fraco substituto de habilidade: apenas 12% dos principais ganhadores se sobrepõem ao grupo habilidoso, e aproximadamente 60% dos “vencedores sortudos” reverteram para perdas quando testados em uma amostra separada. A habilidade se mostrou incomumente persistente: 44% das contas classificadas como habilidosas em uma amostra de treinamento permaneceram habilidosas em uma amostra reservada para validação, em comparação com aproximadamente 10% para fundos mútuos ativos. Os 67% das contas classificadas como perdedores azarados ou não habilidosos absorveram todo o pool de perdas agregado da plataforma.
Os autores destacaram 1.950 contas suspeitas de atividade de insider que abriram pouco antes de um único evento e ficaram dormentes após a resolução. Essas contas moveram preços aproximadamente 7 a 12 vezes mais por dólar do que traders habilidosos. Um estudo de caso identificou três contas abertas entre 27 de dezembro e 3 de janeiro que, em conjunto, fizeram compensar mais de US$ 630.000 apostando na derrubada de Maduro antes de a operação do Exército dos EUA ser divulgada. Isso se alinha com a primeira denúncia de negociação com informações privilegiadas da Commodity Futures Trading Commission envolvendo contratos de evento, protocolada contra o 1º sargento do Exército dos EUA Gannon Ken Van Dyke por negociação com informações classificadas.
Os resultados surgem em um momento sensível para os mercados de previsão. A Polymarket, segundo relatos, está em conversas para levantar $400 milhões a uma avaliação de $15 bilhão, enquanto legisladores em Washington, Nova York e Califórnia apresentaram projetos de lei e ordens executivas visando a participação de insiders. O artigo desafia diretamente o marketing do setor, citando a afirmação do CEO da Polymarket, Shayne Coplan, de que os mercados de previsão agregam informações de forma mais eficaz do que especialistas, chamando a Polymarket de “a coisa mais precisa que temos neste momento como humanidade”.
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