Gate News notícias, 17 de março, com a contínua tensão na região do Médio Oriente, a questão do controlo do Estreito de Hormuz foi colocada no centro dos riscos financeiros globais. Ray Dalio, fundador da Bridgewater Associates, afirmou que, se os Estados Unidos perderem a liderança nesta via crucial, a base do dólar como moeda de reserva global poderá sofrer um impacto substancial.
Dalio, na sua análise mais recente, compara a situação atual à Crise de Suez, considerando que o enfraquecimento do controlo geopolítico costuma ser um prenúncio de instabilidade no sistema monetário. Ele destacou que, se o Irão continuar a controlar ou ameaçar esta passagem, isso poderá ser visto como um sinal de declínio da influência global dos EUA, minando a confiança dos aliados e credores, e levando a uma nova avaliação do valor dos ativos denominados em dólares.
Ao mesmo tempo, Balaji Srinivasan apresenta uma perspetiva mais radical, sugerindo que, se o conflito evoluir para um cenário extremo, poderá acelerar a desintegração do sistema do dólar petrolífero, provocando uma reação em cadeia no ordenamento monetário mundial. Especialmente se ocorrerem mudanças na forma de liquidação do comércio energético, o domínio do dólar poderá ser desafiado.
Como ponto estratégico para o transporte global de energia, o Estreito de Hormuz movimenta cerca de 20% do comércio de petróleo. Há informações de que o Irão propôs permitir a passagem de navios-tanque limitados, sob a condição de que as transações sejam feitas em yuan, o que é visto como um impacto direto no sistema de liquidação em dólares.
Os riscos macroeconómicos também aumentam. Mark Zandi afirmou que, antes da escalada do conflito, a probabilidade de recessão já se aproximava dos 50%. Com a subida do preço do petróleo, esta variável pode tornar-se um fator decisivo para desencadear uma desaceleração económica. Experiências passadas mostram que aumentos rápidos no preço do petróleo estão frequentemente associados a mudanças nos ciclos económicos.
Neste contexto, a interligação entre geopolítica, mercados de energia e sistemas monetários está a intensificar-se. A situação no Estreito de Hormuz não só afeta a segurança regional, mas também pode ter profundas implicações para o panorama financeiro global.
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