De acordo com o depoimento apresentado numa comissão de inquérito do Senado na segunda-feira, a procuradora-geral de Nova Iorque, Letitia James, opôs-se ao Digital Asset Market Clarity Act, argumentando que retiraria aos reguladores estaduais o poder de enforcement em casos de fraude e deixaria as vítimas de burlas com criptomoedas sem proteção.
As perdas relacionadas com criptomoedas em 2025 dispararam para 11,4 mil milhões de dólares, segundo dados do FBI, um aumento de 22% face a 2024. A FTC reportou 1,78 mil milhões de dólares em queixas e a TRM Labs estima 158 mil milhões em volume ilícito. James afirmou que as agências estaduais e locais tratam de 99,5% dos casos criminais, mas o projeto-lei transferiria a maior parte da regulamentação de cripto para a CFTC federal, anulando na prática a supervisão estadual. A Coinbase está a pressionar por uma votação no Senado já a partir de 3 de agosto.