Alejandro Grisanti, responsável da Ecoanalitica, propôs a emissão de uma stablecoin nacional em USD como parte de uma série de medidas para reforçar os controlos de moeda na Venezuela. Este sistema complementaria o atual sistema de leilões, permitindo ao setor excluído receber dólares através de infraestruturas baseadas em blockchain.
Principais conclusões:
À medida que a economia venezuelana enfrenta ventos contrários devido aos controlos cambiais e à exclusão das pequenas e médias empresas do sistema de atribuição de dólares, as criptomoedas podem fazer parte da solução para estes problemas.
Numa nota recente, Alejandro Grisanti, fundador e CEO da Ecoanalitica, uma empresa de consultoria económica, destacou as vantagens de emitir uma stablecoin para ajudar a corrigir problemas de distribuição de dólares resultantes da implementação de um sistema de leilões que permite diferentes taxas de câmbio para o greenback.

Grisanti propõe “a implementação de um sistema baseado em stablecoins integradas no sistema financeiro formal, sujeito a regulamentação rigorosa e com mecanismos de conformidade com AML/KYC,” além do controlo da importação de numerário para permitir que pequenas e médias empresas sem contas bancárias nos EUA operem usando dólares no mercado local.
A proposta de Grisanti sugere a emissão de uma stablecoin em dólares especificamente concebida para o país, que incluiria rastreabilidade, controlo operacional e auditoria partilhada com parceiros internacionais.
Para ele, tal sistema seria um bom complemento ao sistema de leilões atual, que utiliza bancos privados e estatais como distribuidores, democratizando os ativos de moeda estrangeira para sistemas excluídos, reduzindo o apelo do arbitragem e da especulação, e reforçando também a transparência do sistema de transações em moeda estrangeira.
Embora não exista dolarização oficial, a economia venezuelana passou por um processo de dolarização de facto, que acelerou a adoção de stablecoins desde 2025, com taxas de câmbio muito superiores à taxa oficial definida pelo Banco Central da Venezuela. A proposta de Grisanti, caso seja adotada, poderia preceder a inclusão das stablecoins como parte do sistema transacional bancário, potencialmente permitindo liquidações de stablecoins entre bancos.
Em outubro, Rodolfo Gasparri, presidente da Conexus, que intermedeia 40% das transferências eletrónicas do país, afirmou que um sistema de liquidação baseado em stablecoins estava numa fase inicial de investigação e desenvolvimento. Ainda assim, não foi partilhada qualquer notícia sobre este sistema desde então.
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