O Departamento de Estado dos EUA está a investigar se o Irão utiliza plataformas de criptomoedas e infraestruturas de ativos digitais, em vez de apenas carteiras pessoais, para evitar sanções ocidentais. Esta medida indica que o foco da aplicação da lei está a mudar de endereços de carteiras individuais para plataformas intermediárias que podem fornecer acesso financeiro repetido a entidades sancionadas.
De acordo com a empresa de análise de blockchain TRM Labs, uma plataforma de troca relacionada com o Irão chamada Zedcex processou cerca de 1 mil milhões de dólares em fluxos financeiros ligados às Forças de Guarda Revolucionária Islâmica do Irão (IRGC). A TRM afirma que as transações relacionadas com o IRGC representam cerca de 56% do volume total de transações nesta plataforma e atingiram um pico de 87% em 2024. Isto reflete uma tendência de entidades sancionadas a recorrerem a “infraestruturas de serviço” como plataformas de troca, corredores de stablecoins e centros de liquidez, em vez de apenas movimentar dinheiro através de várias carteiras diferentes.
Autoridades americanas estão particularmente preocupadas com atividades de evasão de sanções que vão além do uso oportunista de criptomoedas, passando a depender de infraestruturas financeiras digitais organizadas, capazes de sustentar operações em grande escala. Segundo a TRM Labs e a Chainalysis, o volume total de transações de criptomoedas relacionadas com o Irão aumentou para cerca de 8–10 mil milhões de dólares por ano. Uma parte significativa dessas transações está relacionada com o IRGC, embora a maior parte do fluxo de dinheiro ainda venha de cidadãos comuns que procuram preservar ativos, aceder ao USD e manter ligação com o sistema financeiro global, enquanto a moeda local enfraquece.
Na semana passada, o Departamento de Estado dos EUA impôs pela primeira vez sanções a plataformas de troca de criptomoedas alegadamente envolvidas no setor financeiro do Irão. O Escritório de Controlo de Ativos Estrangeiros (OFAC) colocou a Zedcex e a Zedxion — duas plataformas registadas no Reino Unido — na lista de sanções, alegando que apoiam transações para o IRGC, uma organização considerada terrorista pelos EUA e pela União Europeia.
Especialistas afirmam que sancionar apenas carteiras individuais torna-se cada vez menos eficaz, dado que as carteiras de criptomoedas podem ser facilmente criadas e oferecem um grau de anonimato relativamente elevado. Como alternativa, uma abordagem mais eficaz é focar-se nos pontos de liquidez e nos fornecedores de serviços que frequentemente apoiam o fluxo de dinheiro, interrompendo assim o acesso ao sistema financeiro por parte das redes sancionadas.
No entanto, analistas também alertam que a maior parte das atividades globais de criptomoedas continua a servir fins legítimos. Contudo, à medida que a blockchain é cada vez mais utilizada como infraestrutura de pagamento e liquidação, países e organizações sancionadas provavelmente continuarão a explorar camadas de infraestruturas especializadas construídas sobre estas redes.
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