Independente de pesquisa Daniel Batten publicou recentemente um estudo abrangente que indica que a mineração de Bitcoin não é, como se pensa geralmente, uma “carga para a rede elétrica”. Pelo contrário, em vários cenários, ela pode melhorar a estabilidade da rede elétrica e reduzir o custo total de eletricidade através de mecanismos de resposta à demanda. Este estudo intitulado «Mal-entendidos comuns sobre energia e Bitcoin» refuta sistematicamente as críticas de longa data de que a mineração de Bitcoin consome muita energia, aumenta os preços da eletricidade e prejudica o meio ambiente.
A pesquisa mostra que a mineração de Bitcoin possui alta capacidade de interrupção, podendo reduzir rapidamente a carga durante picos de demanda de energia, e absorver energia excedente em períodos de sobra de eletricidade, sendo especialmente adequada para sistemas de energias renováveis altamente voláteis, como eólica e solar. Batten cita dados da pesquisa de energia da Duke University e do Conselho de Confiabilidade da Rede de Energia do Texas (ERCOT), indicando que a mineração de Bitcoin, como carga controlável, ajuda a equilibrar a frequência, aliviar a pressão na rede elétrica e atrasar atualizações caras de infraestrutura.
Brad Jones, ex-CEO temporário da ERCOT, afirmou que os campos de mineração de Bitcoin podem aproveitar o excesso de energia eólica fora de pico, e desligar rapidamente o consumo de energia em momentos de tensão na rede ou falhas nos geradores, aumentando assim a estabilidade geral do sistema. Os dados mostram que, em 2024, o Texas teve apenas uma leve flutuação relacionada à mineração de Bitcoin, enquanto durante o calor extremo de 2022, a mineração de Bitcoin forneceu suporte de emergência várias vezes à rede elétrica.
No que diz respeito aos preços da eletricidade, a pesquisa também apresenta conclusões contra-intuitivas. Entre 2021 e 2024, a tarifa de eletricidade para residentes no Texas aumentou menos do que a média nacional. Batten resume que a mineração de Bitcoin, ao monetizar energia renovável desperdiçada, fornecer serviços auxiliares competitivos, reduzir a demanda por usinas de gás de pico, diminuir os custos de restrição de energia e atrasar gastos com expansão da rede, indiretamente reduz as tarifas de eletricidade para os consumidores.
Casos internacionais também corroboram essa visão. Na Noruega, após a saída de algumas operações de mineração de Bitcoin, o preço da eletricidade para os residentes aumentou cerca de 20%; enquanto no interior do Quênia, após a introdução de micro-redes de energia, o preço caiu de 35 centavos de dólar por kWh para 25 centavos.
No aspecto ambiental, Batten aponta que o indicador de “energia por transação” já foi refutado por diversos estudos revisados por pares e pela Universidade de Cambridge. Dados recentes mostram que mais de 50% da mineração de Bitcoin utiliza energia sustentável, acima da média global da rede elétrica. No geral, este estudo oferece uma nova e mais equilibrada perspectiva sobre o longo debate entre “mineração de Bitcoin e transição energética”.
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