A Receita Nacional da Coreia do Sul anunciou em 7 de maio de 2026 que está coordenando com cinco grandes operadores de ativos virtuais para implementar um imposto sobre cripto a partir de 1º de janeiro de 2027. O tributo incidirá sobre ganhos com ativos virtuais acima de KRW 2,5 milhões, com alíquota combinada de 22% (20% imposto de renda mais 2% imposto local sobre renda), com implementação coordenada via Upbit, Bithumb, Coinone, Korbit e Gopax.
Pela atual Lei de Imposto de Renda, lucros acima de KRW 2,5 milhões serão tributados pela alíquota combinada de 22% a partir de 1º de janeiro de 2027. A Receita Nacional está trabalhando com os cinco principais operadores de ativos virtuais para finalizar padrões detalhados de arrecadação e reporte.
Moon Kyung-ho, chefe da Divisão de Imposto de Renda do Ministério da Economia e Finanças, afirmou em 7 de maio, durante um fórum de emergência, que o imposto sobre ativos virtuais deve entrar em vigor conforme o cronograma em 1º de janeiro de 2027, argumentando que a renda deve ser tributada onde é gerada. Ele observou que a base legal para tributar ativos virtuais foi estabelecida por legislação aprovada em dezembro de 2020 e que não deve ser tratada como dependente do regime separado de imposto sobre renda de investimentos financeiros.
O Ministério da Economia e Finanças rejeitou críticas de que o imposto sobre cripto é injusto ou equivale a dupla tributação após a revogação do imposto de renda sobre investimentos financeiros. Moon Kyung-ho disse que seria inconsistente isentar ativos virtuais enquanto continua tributando outras formas de renda financeira, observando que grandes acionistas, ações no exterior e ações não listadas já estão sujeitos a tributação.
Quanto à classificação dos ativos, Moon Kyung-ho declarou que os ativos virtuais são tratados, de acordo com as International Financial Reporting Standards, como ativos intangíveis, tornando a categoria de renda diversa a mais prática para fins de imposto. Ele disse que essa abordagem também pode capturar ganhos com staking, airdrops e atividades semelhantes, sem criar ambiguidade legal.
O ministério também descartou preocupações sobre compensação de prejuízos futuros, afirmando que esse tratamento ainda não está totalmente disponível nem para outros produtos financeiros. Ele ainda rejeitou alegações de dupla tributação, explicando que o imposto sobre valor agregado não se aplica aos próprios ativos virtuais, mas aos serviços de intermediação fornecidos pelas exchanges.
Moon Kyung-ho afirmou que a Receita Nacional já construiu a infraestrutura eletrônica necessária e continuará ampliando a capacidade de monitoramento por meio de regras de reporte de contas no exterior e do Crypto-Asset Reporting Framework. Orientações detalhadas sobre questões como staking e outros tipos de transação devem ser publicadas por meio de futuros avisos fiscais.
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