Conjunto Bitcoin enfrenta risco da computação quântica: Caltech afirma que a ameaça pode chegar mais cedo do que o previsto
Novos estudos sugerem que computadores quânticos com capacidade de tolerar falhas, suficientemente robustos para romper sistemas de encriptação, podem surgir mais cedo do que se previa. Isto tem levantado preocupações sobre os mecanismos de segurança do Bitcoin e do Ethereum.
Avanços recentes na investigação quântica indicam que computadores quânticos tolerantes a falhas, ou seja, capazes de corrigir erros por si próprios para funcionarem de forma estável durante longos períodos, podem ser alcançados mais cedo do que se esperava. Este é um ponto particularmente relevante porque sistemas como o Bitcoin e o Ethereum dependem de criptografia para proteger ativos e transações.
O Bitcoin e o Ethereum utilizam algoritmos criptográficos para garantir que apenas os proprietários legítimos conseguem controlar as carteiras e assinar transações. Se surgir um computador quântico suficientemente potente, pode ameaçar estas camadas de proteção ao resolver problemas criptográficos que os computadores tradicionais levariam muito tempo a processar.
Em termos simples, se o computador atual for como se estivesse a seguir numa autoestrada normal, então um computador quântico forte pode ser como ter acesso a um atalho especial para contornar operações de segurança complexas.
Em teoria, se esta tecnologia atingir um nível suficientemente avançado, as plataformas blockchain podem ter de enfrentar riscos de segurança graves. Ainda assim, os investigadores continuam a desenvolver novas abordagens de encriptação para se prepararem para este cenário.
Embora a ameaça ainda não tenha ocorrido imediatamente, os resultados de investigação da Caltech indicam que a comunidade de criptomoedas deve acompanhar de perto o ritmo dos avanços na computação quântica e preparar ativamente soluções defensivas desde já.