Fonte da imagem: Documento do projeto de lei DEATH BETS, apresentado pelo legislador americano, que proíbe estritamente contratos relacionados a mercados de previsão
Como membro do Comitê de Agricultura do Senado responsável pela supervisão da CFTC, Schiff está ativamente promovendo uma proibição de contratos controversos.
De acordo com a atual Lei de Comércio de Commodities, se a CFTC determinar que contratos relacionados a guerra, terrorismo ou assassinato violem o interesse público, ela possui o poder de impedir sua listagem. No entanto, os critérios de aplicação atualmente dependem do julgamento subjetivo das autoridades reguladoras, e a proteção oferecida pode mudar com a mudança de liderança.
O novo projeto de lei proposto por Schiff eliminará completamente essa flexibilidade, proibindo explicitamente qualquer contrato registrado na CFTC que envolva terrorismo, assassinato, guerra ou morte de indivíduos, incluindo itens amplamente interpretados como relacionados à morte.
Schiff afirmou que apostas em guerra e morte criam um ambiente onde insiders podem lucrar com informações confidenciais, ameaçando a segurança nacional e aumentando a violência. Ele enfatizou que apostar vidas não tem justificativa e que esse tipo de mercado não traz benefícios públicos.
Fonte: Wikimedia Commons, fotografia de Gage Skidmore, senador democrata da Califórnia, Adam Schiff
Em fevereiro deste ano, a CFTC retirou um projeto de lei de 2024 que buscava proibir totalmente mercados de previsão política, com o presidente Selig criticando na época a postura anterior como excesso de regulamentação. No mesmo mês, Schiff, junto com vários outros senadores, enviou uma carta pedindo que Selig reafirmasse explicitamente a proibição de contratos relacionados à morte de indivíduos.
Na carta, foram citados diversos contratos controversos na Polymarket, incluindo se a nave Artemis II explodirá, se o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, será destituído, e se a Rússia invadirá a cidade ucraniana de Mîrnohrad, com relatos de investidores obtendo até 33.000% de retorno nesses contratos.
Recentemente, contratos extremos nos mercados de previsão provocaram forte reação pública.
Por exemplo, após a Polymarket listar um contrato prevendo se uma bomba nuclear seria detonada até o final do ano, a plataforma foi amplamente criticada pela comunidade e posteriormente removida. Antes do encerramento do contrato, a plataforma indicou uma probabilidade de 22% de uma explosão nuclear até o final do ano, com mais de 838 mil dólares em volume de negociações.
Ao mesmo tempo, outra plataforma de previsão, a Kalshi, enfrenta uma ação coletiva de usuários devido à forma como lidou com o encerramento de contratos relacionados à renúncia do líder iraniano, Ali Khamenei.
Após ataques dos EUA e de Israel que resultaram na morte de Khamenei, a cláusula de liquidação da Kalshi gerou controvérsia, com os demandantes alegando que a plataforma utilizou uma cláusula de exclusão de morte específica, impedindo que os vencedores recebessem o pagamento integral após a morte de Khamenei, evidenciando as dificuldades legais enfrentadas por esse tipo de contrato na prática.
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