Acabei de revisar os mercados petrolíferos asiáticos esta semana e a situação está bastante fraca em todos os frentes. Após esse acordo de trégua entre os Estados Unidos e o Irã, os preços estão sob pressão e os spreads estão se comprimir de forma notável. O que mais me chama a atenção é como os diferenciais invertidos despencaram: o spread do fuelóleo pesado entre abril e maio caiu de mais de 43 dólares para apenas 30, e o do ultra baixo teor de enxofre caiu de 60 para menos de 40 dólares. É uma mudança bastante significativa em pouco tempo. A gasolina também está sofrendo, com quedas de cerca de 170 dólares por tonelada seguindo a fraqueza do petróleo bruto. Embora o diferencial de maio-junho permaneça elevado, o spread de cracking em relação ao Brent continua em máximos de vários anos, então há alguma resistência nos preços. Mas onde realmente vejo pressão é no gasóleo. O mercado de gasóleo leva três dias seguidos em queda e acabou de atingir mínimas de três semanas. O spread de cracking do gasóleo 10ppm despencou para 54,7 dólares por barril e o spot caiu para 34,9. O interessante é que os traders continuam preocupados com questões de logística e entrega física através do estreito de Ormuz, o que está limitando quedas mais pronunciadas. Alguns armadores podem retomar o trânsito durante a trégua, mas a maioria busca mais clareza operacional. Enquanto essa incerteza persistir, o gasóleo provavelmente continuará sob pressão, mas com um piso sustentado pelos riscos de navegação. Momento interessante para monitorar como evoluem os spreads.

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