Segui as notícias de terça-feira e houve realmente uma mudança de sentimento interessante.


Parece que os Estados Unidos e o Irã estão considerando uma nova rodada de negociações, e o mercado reagiu imediatamente: bolsas em alta, petróleo em baixa, o dólar perdendo apelo como ativo de refúgio.

As bolsas europeias aproveitaram essa onda de recuperação. O Stoxx 600 subiu 0,5%, o DAX alemão até 1% graças aos títulos industriais e automotivos. Londres mais cautelosa com 0,1%, embora as mineradoras de metais preciosos tenham tido bom desempenho.
A verdadeira movimentação, porém, aconteceu nos Estados Unidos: os futuros do Nasdaq 100 em alta de 0,4%, antecipando a décima sessão consecutiva de alta — a mais longa desde 2021.
A Ásia também participou: Nikkei +2,4%, Kospi sul-coreano +2,7%, Xangai +0,95%.

Segundo fontes, as duas partes podem voltar à mesa de negociações em Islamabad já nesta semana. Trump disse que o Irã quer um acordo, mas, obviamente, não cederá em questões nucleares.
Charu Chanana, da Saxo, fez uma observação que me impressionou: o mercado está apostando na esperança, não em resultados concretos.
As negociações fracassadas do último fim de semana não fecharam as portas à diplomacia, e isso basta para sustentar temporariamente as ações.

Para o petróleo, o Brent caiu 0,6% para 98,81 dólares por barril, mas analistas dizem que a verdadeira escassez entre oferta e demanda continuará a apoiar os preços.
A IEA prevê que essa situação levará o crescimento da demanda global por petróleo a zero pela primeira vez desde a pandemia de 2020.

Sobre notícias e mercado, os investidores também estão atentos à temporada de resultados trimestrais — JPMorgan, Wells Fargo, Citigroup divulgaram seus resultados na terça-feira.
LVMH caiu 3,2% devido à queda nas vendas.
Peter Oppenheimer, do Goldman Sachs, disse que o mercado de ações americano apresenta avaliações interessantes e, se o petróleo continuar a cair, há espaço para crescimento em Wall Street.

Um dado importante: a pesquisa do Bank of America entre gestores de fundos mostra um sentimento pessimista, o mais desde junho passado.
Os investidores esperam que o petróleo caia para cerca de 84 dólares até o final do ano, contra quase 98 atuais.

No que diz respeito à inflação, na terça-feira era esperado o PPI de março, que deve mostrar o crescimento mais forte em quatro anos devido ao aumento dos preços energéticos.
Economistas previam +1,1% mensal.

O dólar está em sua sétima semana consecutiva de queda, retornando aos níveis pré-guerra.
Os rendimentos dos títulos do Tesouro de dois anos caíram 1,7 pontos base, enquanto os de dez anos estão em 4,279%.
Enquanto isso, o Bitcoin subiu 1,8% e, segundo analistas, se superar os 75.000 dólares com volumes elevados, poderemos ver uma alta ainda mais forte.
Atualmente, o preço está em 76.240 dólares.
O ouro ganhou 0,9%, próximo dos 4.800 dólares.

A situação permanece volátil — dependerá muito de como evoluirão as negociações e dos dados econômicos que continuarão a sair.
O mercado está jogando na esperança, como disse Chanana, mas essa esperança pode ser mais rápida que a realidade.
Vou acompanhar como se desenvolverão as notícias das reuniões primaveris do FMI e do Banco Mundial que estão acontecendo em Washington.
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