De acordo com pessoas familiarizadas com o assunto, a Trump Media & Technology Group pretende cobrar a clientes institucionais até 100.000 dólares por mês por acesso mais rápido a publicações no Truth Social através de um produto chamado Truth API. A empresa propôs também um plano com desconto de 60.000 dólares mensais para subscrições de três anos. O feed de dados pago foi concebido para entregar publicações de dez contas influentes do Truth Social mais rapidamente do que as notificações push padrão, com uma data de lançamento prevista para 1 de agosto.
A proposta suscitou críticas de legisladores democratas e de observatórios de ética. O senador norte-americano Ron Wyden qualificou o acordo como um esquema para «tornar ricos os traders de Wall Street», enquanto a senadora Elizabeth Warren o descreveu como «um esquema flagrante para lucrar com a presidência». Donald Sherman, presidente do Citizens for Responsibility and Ethics in Washington, chamou ao acordo de «profundamente antiético», porque o presidente Trump continua financeiramente ligado à Trump Media através de uma trust que controla aproximadamente 114,75 milhões de ações da empresa, ou cerca de 41% das ações em circulação. Especialistas salientaram que o acordo levanta dúvidas sobre se as comunicações de um presidente em funções devem ser comercializadas como dados de mercado premium.