De acordo com o Yahoo Finance, a 26 de Julho, as empresas norte-americanas no S&P 500 estão a aumentar as suas previsões de resultados ao ritmo mais acelerado desde 2011, sinalizando perspetivas de lucros invulgarmente otimistas. Ainda assim, o mercado de ações não tem refletido esta força: o índice mantém-se perto dos níveis do início do Verão, tal como os fluxos anteriormente concentrados associados à IA foram entretanto revertidos.
Os dados da Fundstrat indicam que 93% das empresas que divulgaram resultados até 22 de Julho superaram as expetativas, muito acima da média de 78% dos últimos cinco anos. A taxa de crescimento dos lucros agregada — combinando os resultados já divulgados e as estimativas futuras — aproxima-se dos 25%, assinalando o segundo trimestre consecutivo acima de 20%. Apesar desta performance acima do esperado, as empresas que ficaram acima do previsto nas divulgações de resultados registaram, em média, uma queda de 0,1% no preço das ações, contrastando fortemente com o ganho médio de 1% da média histórica dos últimos cinco anos. Os analistas atribuem esta desconexão à avaliação: o S&P 500 já negoceia a mais de 20 vezes o preço sobre os lucros futuros, perto ou acima das máximas históricas, deixando pouco espaço para surpresas positivas impulsionarem novos ganhos.