De acordo com a CNBC, os contratos futuros de ouro caíram mais de 13% no segundo trimestre, até 30 de junho, marcando o pior desempenho desde 2013. Apesar de ser tradicionalmente visto como um ativo de refúgio seguro, o ouro mostrou volatilidade significativa em meio ao aumento das tensões geopolíticas este ano, registando uma quebra de 21% após o conflito com o Irão, depois de atingir máximos históricos em janeiro.
Especialistas debatem a eficácia do ouro como proteção. Roger Aliaga-Díaz, da Vanguard, observou que, embora o ouro tenha um papel de proteção, "pode não ser tão consistente quanto as pessoas pensam", alertando que as quedas do mercado bolsista nem sempre são compensadas por ganhos no ouro. No entanto, dados do JP Morgan Private Bank mostram que o ouro teve uma média de retorno de 1,8% em períodos de quatro semanas em torno de choques geopolíticos importantes de 1985 a 2024, superando ações e títulos do Tesouro dos EUA. Consultores financeiros recomendam manter alocações de ouro entre 1% e 2% para diversificação de carteiras a longo prazo, em vez de abandonar posições com base no desempenho trimestral.