De acordo com um working paper do Bank for International Settlements publicado em Jul. de 2026, as stablecoins estão a contornar controlos de capitais que reduzem a dolarização bancária tradicional em até 32 pontos percentuais. Os economistas do BIS Boris Hofmann, Aaron Mehrotra e Jan Paulick analisaram dados de mais de 130 economias ao longo de 30 anos, complementados com dados sobre fluxos de stablecoins da Chainalysis, cobrindo 184 países de 2017 a 2024.
A capitalização de mercado das stablecoins quase triplicou desde 2023, impulsionada sobretudo pelo USDT da Tether e pelo USDC da Circle, que, em conjunto, representam mais de 80% do valor total do mercado de stablecoins. Os investigadores não encontraram uma relação estatisticamente significativa entre restrições a stablecoins transfronteiriças e os volumes de entrada de fundos, em contraste com o que acontece com as regulamentações bancárias tradicionais. O documento atribui este facto ao funcionamento das stablecoins em blockchains públicas, fora de instituições financeiras supervisionadas, o que as torna inacessíveis às ferramentas regulatórias existentes.