A Barclays rebaixou as ações da AB InBev de compra acima da média (overweight) para ponderação equivalente (equal weight) no dia 27 (hora local), citando como principais riscos a nova taxa sobre produtos prejudiciais à saúde no Brasil e os efeitos de base após o Campeonato do Mundo. O analista Lawrence Wyatt identificou as mudanças regulatórias no Brasil, que é o mercado central de lucros da AB InBev, como a principal preocupação. O Brasil está a implementar uma sin tax sobre produtos pouco saudáveis a partir de janeiro do próximo ano, e o negócio de cerveja do país representa aproximadamente 11% da receita consolidada da AB InBev.
A sin tax do Brasil torna 48% do EBITDA da Ambev exposto a partir de janeiro do próximo ano
A nova sin tax do Brasil sobre produtos pouco saudáveis será aplicada a partir de janeiro do próximo ano. A Barclays analisou que 48% do EBITDA da Ambev fica exposto a esta taxa. A Ambev é a subsidiária brasileira da AB InBev. O negócio de cerveja no Brasil representa aproximadamente 11% da receita consolidada da AB InBev. Lawrence Wyatt apontou a mudança regulatória no Brasil como um grande risco num relatório publicado no dia 27.
Barclays alerta que o efeito de base do Campeonato do Mundo FIFA de 2026 vai pressionar comparações futuras
A Barclays disse estar preocupada com o impacto que se seguirá ao término do Campeonato do Mundo FIFA de 2026. O aumento do consumo de álcool durante o período do Mundial é provável que seja um fenómeno temporário e deverá atuar como um fator de peso nas comparações de desempenho futuras. A Barclays afirmou que o aumento do consumo de álcool durante o Mundial é altamente provável que se mantenha como um evento pontual.
Valuation forward da AB InBev, 18x acima da Heineken e da Carlsberg
A Barclays referiu que a avaliação forward da AB InBev (forward price-to-earnings ratio) está excessivamente elevada, acima de 18 vezes a de concorrentes como a Heineken e a Carlsberg. A Barclays considerou que é difícil justificar a atual valorização premium tendo em conta a maturação do volume no mercado brasileiro, a incerteza fiscal e os efeitos de base associados ao Mundial.
Ações da AB InBev fecham em baixa de 0,97% a $80,87 após downgrade
A ação da AB InBev fechou em $80,87, em baixa de $0,79 (0,97%) face ao dia anterior, depois da avaliação negativa da Barclays. Segundo a CNBC no dia 27 (hora local), a Barclays rebaixou a sua recomendação de investimento para a AB InBev (NYS:BUD), passando de compra acima da média para ponderação equivalente.
FAQ
Por que razão a Barclays rebaixou as ações da AB InBev no dia 27?
A Barclays rebaixou a AB InBev de compra acima da média para ponderação equivalente devido à nova sin tax do Brasil a entrar em vigor em janeiro do próximo ano e às preocupações com o efeito de base do Campeonato do Mundo FIFA de 2026. O analista Lawrence Wyatt identificou as mudanças regulatórias no Brasil como o principal risco.
Quanto do negócio da AB InBev está exposto à sin tax do Brasil?
O negócio de cerveja do Brasil representa aproximadamente 11% da receita consolidada da AB InBev. A Barclays analisou que 48% do EBITDA da Ambev fica exposto à sin tax, que será implementada a partir de janeiro do próximo ano.
O que aconteceu com o preço das ações da AB InBev após o downgrade?
A ação da AB InBev fechou em $80,87, em baixa de $0,79 (0,97%) face ao dia anterior, na sequência do anúncio do downgrade da Barclays no dia 27 (hora local).