Sete das maiores organizações globais da indústria musical impulsionaram, a 20 de julho, em conjunto, um sistema de etiquetas voluntárias de IA para indicar se uma obra gravada utiliza inteligência artificial generativa; as etiquetas dividem-se em duas especificações: AI-Generated e AI-Assisted. As entidades impulsionadoras incluem a IFPI, a RIAA e outras seis organizações, reconhecidas também por grupos independentes como a A2IM, a WIN e a IMPALA.
Proporção de música com IA nas plataformas de streaming: Deezer 44% e Apple Music
De acordo com os dados estatísticos da plataforma de streaming Deezer, entre as novas músicas lançadas na sua plataforma, 44% pertencem a faixas geradas por IA. A Apple Music indica igualmente que, na sua plataforma, mais de um terço das faixas, 100%, é criado com recurso a IA.
Estes dados surgem como base de contexto para a iniciativa das organizações musicais de impulsionar um mecanismo de rotulagem com transparência. Numa declaração conjunta, o CEO da IFPI, Vikki Oakley, e o CEO da RIAA, Mitch Glazier, afirmaram: «Os fãs têm o direito de saber como a música foi produzida; este sistema de etiquetas oferece um canal de transparência intuitivo e fácil de promover.»
Especificações e condições de aplicação das etiquetas duplas: AI-Generated e AI-Assisted
O novo sistema de etiquetas voluntárias foi dividido em duas especificações, com condições de aplicação claramente definidas:
AI-Generated (gerada por IA): o aspeto é um fundo preto com a letra maiúscula branca «AI». Aplica-se a que a criatividade central das obras gravadas — incluindo a voz do vocalista, a execução das principais peças instrumentais ou obras geradas completamente através de comandos — seja feita integralmente por IA.
AI-Assisted (assistida por IA): o aspeto é um fundo branco com a letra minúscula preta «ai». Aplica-se quando a obra é orientada por uma ideia criativa liderada por humanos e apenas alguns elementos utilizam IA generativa, sendo ainda exigido que o vocalista e as principais peças instrumentais sejam feitos por humanos.
A atual abrangência do sistema de etiquetas incide apenas sobre «as obras gravadas e o próprio som», sem incluir conteúdos derivados como a criação de letras, composição, o design de MV e as capas de álbuns; a IFPI e a RIAA referem que, no futuro, irão ajustar a forma de disponibilizar a informação à medida que a tecnologia evoluir.
Sete entidades impulsionadoras e resposta da Deezer: lista de organizações participantes e medidas já implementadas
De acordo com a reportagem de 20 de julho de 2026, as entidades que impulsionaram este sistema voluntário de etiquetas de IA são as seguintes:
· IFPI (International Federation of the Phonographic Industry)
· RIAA (Recording Industry Association of America)
· Recording Academy
· SAG-AFTRA
· A2IM
· WIN
· IMPALA
A Deezer divulgou uma declaração de apoio e indicou que já implementou deteção e marcação de música gerada por IA, excluindo as faixas em causa das recomendações por algoritmos; a Deezer sublinhou ainda que, no futuro, a definição de normas precisa de considerar de forma determinante o uso dos dados de treino dos modelos de IA, para assegurar que todos os detentores de direitos recebam uma remuneração justa.
Perguntas frequentes
O novo sistema de etiquetas para música com IA divide-se em que duas categorias?
De acordo com as especificações de etiquetas voluntárias lançadas por organizações como a IFPI e a RIAA, AI-Generated (fundo preto e letras brancas maiúsculas «AI») aplica-se a obras em que a criatividade central (vocal e principais instrumentos) é gerada totalmente por IA; AI-Assisted (fundo branco e letras pretas minúsculas «ai») aplica-se a obras em que a criatividade é liderada por humanos e apenas alguns elementos utilizam IA.
Qual é a proporção atual de música com IA nas plataformas de streaming?
Segundo a Deezer, entre as músicas novas lançadas na sua plataforma, 44% são faixas geradas por IA; a Apple Music afirma que, na sua plataforma, mais de um terço das faixas, 100%, são criadas com IA.
A que se aplica a abrangência deste sistema de etiquetas de IA: inclui letras e MV?
De acordo com a explicação da IFPI, o sistema de etiquetas atual incide apenas sobre «as obras gravadas e o próprio som», não abrangendo conteúdos derivados como a criação de letras, composição, vídeo musical (MV) e o design de capas de álbuns; a IFPI refere que, no futuro, irá ajustar esta abordagem à medida que a tecnologia evoluir.