Na cimeira Reuters NEXT Asia, em Singapura, o co-CEO da Binance, Richard Teng, revelou dados internos que mostram que 70% dos fundos levantados por clientes afetados na UE desde a retirada da licença MiCA da plataforma foram enviados para carteiras autocustodiadas, enquanto 30% foram encaminhados para plataformas licenciadas pela MiCA.
A Binance deixou de aceitar novos clientes na UE a 1 de julho de 2026, depois de ter retirado o pedido de licença na Grécia no final de junho devido a atrasos repetidos na aprovação. Teng defendeu que a mudança para a autocustódia enfraquece os objetivos de proteção do consumidor da MiCA, já que as carteiras autocustodiadas não incluem controlos de prevenção do branqueamento de capitais (AML) e de identificação do cliente que as bolsas licenciadas aplicam. Os dados evidenciam um desafio inicial na implementação do quadro regulatório das criptomoedas na Europa: saber se regras de licenciamento mais exigentes levam os utilizadores a optar por locais regulados ou a aderir a canais com menos supervisão regulatória direta.