Vitalik Buterin Propõe DVT Nativo para Ethereum, Fundação Ethereum Apostar 72.000 ETH Usando DVT-Lite

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Ethereum Foundation Stakes 72,000 ETH Using DVT-Lite O cofundador do Ethereum, Vitalik Buterin, propôs integrar a tecnologia nativa de validadores distribuídos diretamente no protocolo de staking do Ethereum, permitindo que múltiplos nós independentes operem como uma única identidade de validador agrupada para melhorar a segurança e a descentralização.

A proposta surge à medida que a Fundação Ethereum começa a fazer staking de 72.000 ETH usando uma implementação simplificada de DVT-lite, com o objetivo de demonstrar que a infraestrutura de staking distribuído pode ser tornada “máximamente fácil e com um clique” para participantes institucionais.

Implementação DVT-Lite da Fundação Ethereum

Implantação de Staking

A Fundação Ethereum iniciou o staking de 72.000 ETH usando uma abordagem DVT-lite, de acordo com declarações publicadas em 10 de março de 2026. A implementação foi projetada para simplificar as operações de staking distribuído, automatizando a configuração e coordenação entre múltiplos nós.

O projeto visa criar um processo simplificado onde as instituições podem escolher quais computadores executam seus nós, gerar um arquivo de configuração com chaves compartilhadas e ter tudo configurado automaticamente. O objetivo declarado é tornar o staking distribuído tão simples quanto executar um contêiner Docker ou uma imagem Nix com implantação de um clique ou comando único por nó.

Visão para o Staking Institucional

A Fundação Ethereum expressou esperança de que este projeto torne “máximamente fácil e com um clique” o staking distribuído para instituições. A iniciativa desafia a ideia de que operar infraestrutura deve ser complexo e reservado a profissionais, com desenvolvedores afirmando: “A ideia de que ‘operar infraestrutura’ é algo assustador e complicado, onde cada participante deve ser um ‘profissional’, é horrível e anti-descentralização, e devemos combatê-la diretamente.”

A abordagem prevê que os nós descubram automaticamente uns aos outros, a rede seja configurada automaticamente, a geração de chaves distribuídas ocorra sem intervenção manual e o staking comece de forma contínua. A fundação indicou planos de usar esse sistema de forma mais ampla e espera que outras instituições que possuem ETH façam staking usando métodos semelhantes.

Proposta de DVT Nativo de Vitalik

Arquitetura Técnica

Em uma publicação no fórum Ethereum Research, Buterin delineou um projeto para uma “DVT nativa” que permitiria aos validadores registrar múltiplas chaves independentes que atuariam juntas como uma única identidade de validador agrupada. Segundo o modelo, ações como propostas de blocos ou atestações só seriam consideradas válidas se um número limiar de identidades participantes assinasse.

“VDT é uma forma de os stakers do Ethereum fazerem staking sem depender totalmente de um único nó”, escreveu Buterin, acrescentando que o validador continuaria operando corretamente “desde que mais de dois terços dos nós sejam honestos.” Diferente das implementações existentes de DVT, que muitas vezes dependem de configurações complexas e camadas de coordenação externas, a proposta de Buterin integraria o mecanismo diretamente no protocolo.

Validadores que possuam pelo menos múltiplos do stake mínimo exigido poderiam especificar até 16 chaves e um limiar de assinatura, executando efetivamente vários nós padrão que atuam juntos como uma única identidade de validador. O design visa adicionar apenas uma rodada extra de latência na produção de blocos, sem introduzir atrasos adicionais nas atestações, e permanecer compatível com qualquer esquema de assinatura.

Benefícios para a Descentralização

Buterin enquadrou a proposta como uma alavanca para a descentralização. Tornando o staking tolerante a falhas mais fácil de gerenciar, o DVT nativo poderia permitir que indivíduos e instituições preocupados com a segurança façam staking por conta própria, ao invés de delegar fundos a grandes provedores. Essa mudança melhoraria a descentralização mensurável do conjunto de validadores do Ethereum, incluindo métricas como o coeficiente de Nakamoto.

A proposta segue o uso crescente de DVT na infraestrutura real. Em agosto de 2025, a Kraken implementou tecnologia de validadores distribuídos em suas operações de staking de ETH usando a rede SSV, tornando-se uma das primeiras grandes exchanges a implantar essa configuração em larga escala.

Panorama Atual de DVT e Lacuna na Implementação

Soluções Existentes

Embora os sistemas de DVT tenham se mostrado viáveis em ambientes de produção, Buterin observou que eles permanecem operacionalmente complexos — uma lacuna que ele acredita que o suporte a nível de protocolo poderia fechar. As implementações atuais geralmente requerem camadas de coordenação externas e configurações complexas, criando barreiras à adoção por operadores menores e instituições que buscam opções de implantação simples.

Discussão Comunitária

A proposta de DVT nativo ainda está na fase de discussão e exigirá revisão extensa e consenso dentro da comunidade Ethereum antes de qualquer caminho para implementação ser perseguido. A proposta de Buterin chega logo após o staking de ETH atingir um recorde histórico, com quase 30% da oferta de ETH atualmente bloqueada no contrato de staking.

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