Mensagem da Gate News, 16 de abril — A Autoridade de Comunicações do Quênia se comprometeu a não desligar os serviços de internet em meio a protestos contínuos liderados por jovens contra o projeto de lei de finanças proposto pelo país. O diretor-geral e CEO David Mugonyi fez a garantia antes de novas votações parlamentares sobre a legislação, programadas para terça-feira.
Mugonyi afirmou que interromper a conectividade com a internet sabotaria a economia digital do Quênia e violaria a constituição e a liberdade de expressão. No entanto, apesar do compromisso, a polícia implantou gás lacrimogêneo, balas de borracha e canhões de água para dispersar manifestantes na capital, Nairobi. Confrontos em andamento entre agentes e manifestantes resultaram em fechamento de comércios, interrupções no transporte e paralisia econômica generalizada.
Ativistas da Geração Z se mobilizaram pelas redes sociais sob a hashtag #RejectFinanceBill2024 para se opor à legislação, que inclui um imposto digital controverso voltado tanto para empresas digitais quanto para pessoas físicas que auferem renda por meios digitais. Críticos argumentam que o projeto de lei aumentará a carga tributária total. Embora o presidente William Ruto tenha removido anteriormente algumas disposições contestadas, o movimento continua exigindo a rejeição completa. Alguns funcionários do governo, incluindo John Tanui, secretário principal do Ministério/Secretaria de Estado para Informação e Tecnologia de Comunicação, reconheceram as preocupações dos jovens como legítimas.