O Bangko Sentral ng Pilipinas (BSP) está revisando as taxas de transferência do InstaPay de US$ 10 cobradas pela GCash e pela Maya depois que ambas as e-wallets apresentaram uma decomposição de custos para justificar seus preços. O vice-governador do BSP, Mamerto Tangonan, confirmou na segunda-feira, 20 de julho, que o banco central espera conformidade com sua circular voltada a eliminar barreiras de tarifas no sistema de pagamentos. A revisão ocorre após uma campanha de julho que levou ao menos 14 grandes bancos a oferecerem transferências InstaPay gratuitas, enquanto GCash e Maya reduziram suas taxas de P15 para P10 no início de julho, mas continuam cobrando por transferências para outras instituições.
Em 17 de julho, sexta-feira, ao menos 14 bancos universais e comerciais estavam oferecendo transferências InstaPay gratuitas, incluindo BDO, BPI, Metrobank, Landbank, UnionBank e RCBC. Os maiores bancos somados respondem por cerca de 90% do volume de transações. GCash e Maya continuam cobrando P10 por transferências InstaPay para outros bancos e carteiras, enquanto transferências dentro dos respectivos ecossistemas permanecem gratuitas. A GCash reduziu sua taxa de P15 para P10 a partir de 4 de julho, enquanto a Maya fez a mesma redução a partir de 6 de julho.
GCash e Maya apresentaram ao BSP uma discriminação detalhada dos custos por trás de suas tarifas. Tangonan disse a repórteres que o banco central está analisando essas submissões. “Se conseguirem explicar e justificar que estão diretamente associadas à troca, então que seja”, disse Tangonan. O BSP enviará às instituições suas conclusões, e as e-wallets poderão responder com explicações adicionais antes de o banco central fazer uma determinação final e emitir uma diretriz, se necessário. Tangonan se recusou a fornecer um prazo de julho ou agosto, afirmando que o processo exige troca de informações e devido processo.
Quando questionado diretamente se as e-wallets acabariam tendo de reduzir suas taxas ou reestruturá-las, Tangonan afirmou: “Claro, esperamos conformidade com a circular”. O BSP está atento à arbitragem regulatória, na qual as empresas poderiam estruturar transações para se encaixar no conjunto de regras que lhes favoreça. “É o encanamento do sistema financeiro”, disse Tangonan. “Não queremos fazer isso em uma rede. Queremos proteger a interoperabilidade da rede.” Ele observou que regulamentações diferentes para diferentes tipos de participantes podem criar dificuldades.
Tangonan observou que os aplicativos de e-wallet evoluíram além de transferências básicas de dinheiro, com usuários acessando contas de poupança, empréstimos, serviços para comerciantes e outros produtos financeiros. “Há benefícios comerciais nisso. Não é dado de graça”, disse. Dados de pagamentos podem ajudar plataformas a avaliar a capacidade de pegar empréstimos de um usuário, com salário regular, gastos discricionários e valores restantes após despesas gerando perfis de crédito mais ricos do que apenas documentos tradicionais. À medida que as transações aumentam com transferências gratuitas, as e-wallets poderiam usar esse histórico para melhorar a avaliação de crédito e oferecer produtos mais relevantes.
Dentro da estrutura do BSP, GCash e Maya têm três opções. A primeira é tornar as transferências InstaPay gratuitas ou reduzir a cobrança para algo próximo ao custo direto de troca, mantendo as transferências dentro da mesma carteira gratuitas. A segunda opção é começar a cobrar uma taxa de cerca de P8,50 em transferências de GCash para GCash ou Maya para Maya se o custo adicional de troca for de aproximadamente P1,50, preservando a taxa de transferência de P10. “Se você quiser proteger o P10, então você precisa elevar as transferências dentro da mesma instituição para, vamos dizer, cerca de P8,50. Se você não quiser fazer isso, você reduz sua transferência interbancária”, disse Tangonan. A terceira opção é convencer o BSP de que despesas além da cobrança básica de troca são diretamente e inevitavelmente atribuíveis a transferências entre instituições, com base nas decomposições de custos apresentadas.
O que o BSP disse sobre as taxas de transferência da GCash e da Maya em 20 de julho?
O vice-governador do BSP, Mamerto Tangonan, confirmou na segunda-feira, 20 de julho, que o banco central espera que GCash e Maya cumpram sua circular sobre taxas de transferência. O BSP está revisando as decomposições de custos apresentadas pelas duas e-wallets para justificar as cobranças de P10 pelas transferências InstaPay.
Por que GCash e Maya reduziram as taxas de transferência no início de julho?
A GCash reduziu sua taxa de transferência InstaPay de P15 para P10 com efeito a partir de 4 de julho, e a Maya fez a mesma redução com efeito a partir de 6 de julho. Essas reduções ocorreram após a campanha do BSP em julho, que levou ao menos 14 grandes bancos a oferecerem transferências InstaPay gratuitas até sexta-feira, 17 de julho.
Como o BSP espera que as e-wallets substituam a receita com taxas de transferência mais baixas?
Tangonan observou que os aplicativos de e-wallet oferecem contas de poupança, empréstimos, serviços para comerciantes e outros produtos financeiros que geram benefícios comerciais. O BSP também identificou que dados de pagamentos podem ajudar as plataformas a avaliar a capacidade de empréstimo e oferecer produtos mais relevantes à medida que os volumes de transação aumentam.
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