De acordo com a reportagem do ETNews Korea, o Banco da Coreia (BOK) planeja iniciar o Projeto Hangang, na segunda fase, o mais rápido possível em setembro. Nessa etapa, as instituições participantes serão ampliadas de 7 bancos na primeira fase para 9, e o limite de usuários será elevado para 500 mil pessoas, bem acima do volume de abertura de contas de cerca de 81 mil na primeira fase. Os novos bancos participantes são o Kyongnam Bank e o iM Bank.
Escala ampliada da segunda fase do Project Hangang
As principais diferenças de escala entre a segunda fase do Project Hangang e a primeira fase são as seguintes:
Primeira fase (abril a junho de 2025): 7 bancos, cerca de 81 mil carteiras abertas, cerca de 114,9 mil transações, cerca de 12 mil estabelecimentos comerciais; cerca de 42% dos titulares de contas já haviam feito compras
Segunda fase (início em setembro de 2026): 9 bancos (com a adição do Kyongnam Bank e do iM Bank), limite de usuários de 500 mil, com introdução de testes de transações reais
Mudança do objetivo central: sair do foco da primeira fase, de “validação da infraestrutura de pagamentos”, para migrar para testes mais próximos de cenários financeiros do dia a dia, envolvendo “transações entre bancos, entre estabelecimentos e distribuição de recursos públicos”
Novas funcionalidades na segunda fase: transferências P2P, pagamentos com biometria e teste de liberação inicial de subsídios governamentais na rede
A segunda fase incluirá várias funções mais próximas dos serviços bancários, para tornar as capacidades de pagamento cotidiano do won digital mais completas: transferências de pessoa para pessoa (P2P), pagamentos com biometria, recarga automática, pagamentos automáticos recorrentes, geração de recibos em dinheiro e pagamento de juros. Se o saldo de tokens de depósito na conta do usuário for insuficiente, o sistema poderá converter automaticamente recursos da conta bancária vinculada, aumentando a conveniência dos pagamentos do dia a dia.
Entre os pontos que mais chamam atenção está que o Banco da Coreia testará pela primeira vez a liberação de subsídios governamentais por meio de tokens de depósito programáveis. O desenho do sistema oferece suporte a restrições de uso, condições de liberação e rastreamento de transações, permitindo que os recursos do governo sejam enviados diretamente a destinatários específicos por meio de carteiras digitais, viabilizando a circulação de fundos em tempo real, com baixo custo e auditabilidade.
Arquitetura do sistema de CBDC: design em duas camadas com retaguarda de liquidação para CBDC de atacado e tokens de depósito em bancos comerciais
O Project Hangang adota uma arquitetura em duas camadas: o Banco da Coreia emite a CBDC de atacado como ativo de liquidação entre instituições financeiras, e o público em geral não detém essa CBDC diretamente; já os bancos comerciais emitem tokens de depósito na infraestrutura do banco central, permitindo que os usuários realizem pagamentos diários por meio da carteira do banco ou de interfaces de pagamento.
Kim Dong-seop, responsável pela equipe de planejamento de moeda digital do Banco da Coreia, descreveu essa estrutura como uma “solução de compromisso entre CBDC e stablecoin”; autoridades do Banco da Coreia afirmaram que o objetivo da segunda fase é estabelecer a base para a futura comercialização.
Perguntas frequentes
Quando o plano da segunda fase do Project Hangang será iniciado e qual é a escala em comparação com a primeira fase?
Conforme reportagem do ETNews Korea, o Banco da Coreia planeja iniciar a segunda fase do Project Hangang o mais rápido possível em setembro de 2026. Em comparação com a primeira fase, que contou com 7 bancos e cerca de 81 mil usuários, a segunda fase será ampliada para 9 bancos, com limite de usuários de 500 mil, e o conteúdo do teste ficará ainda mais próximo de cenários financeiros do dia a dia.
Qual é o significado da função de subsídios governamentais adicionada na segunda fase?
O Banco da Coreia testará pela primeira vez o envio de subsídios governamentais por meio de tokens de depósito programáveis. No desenho, o sistema oferece suporte a restrições de uso, condições de liberação e rastreamento de transações. Se o teste for bem-sucedido, subsídios de assistência social, vouchers de estímulo regional ou recursos de políticas específicas poderão circular de forma imediata, com baixo custo e auditabilidade por meio de carteiras digitais.
Além de CBDC, que outros arranjos de moedas digitais a Coreia está promovendo?
O Banco da Coreia do Sul já iniciou o projeto para desenhar a futura emissão, resgate, liquidação, carteiras digitais e sistemas de prevenção à lavagem de dinheiro para uma stablecoin do won; o governo sul-coreano também planeja atualizar a lei de ativos nacionais, que existe há 70 anos, para incluir as criptomoedas na classificação de ativos nacionais, mostrando que a Coreia está avançando simultaneamente em três frentes: CBDC, tokens de depósito e stablecoin do won.