Recentemente, a Binance deu um passo importante para garantir o seu futuro na Grécia ao candidatar-se a uma licença MiCA.
Fazendo esta candidatura em Atenas, espera obter uma posição que lhe permita operar legalmente em toda a (União Europeia). Este movimento ocorre exatamente quando os reguladores em França emitiram um aviso às empresas que ainda não cumpriram os novos padrões.
Para certos especuladores, a candidatura da Binance a uma licença MiCA na Grécia pode parecer uma escolha incomum à primeira vista.
Atenas não é conhecida como o centro das finanças europeias, como Paris, Suíça ou Frankfurt. No entanto, a Grécia oferece um processo de revisão acelerado que é muito atraente para grandes empresas como a Binance.
🚨 A Binance está a trabalhar para cumprir as normas da UE, procurando uma licença MiCA através da Grécia. pic.twitter.com/N81WtDE9Bt
— DustyBC Crypto (@TheDustyBC) 23 de janeiro de 2026
As autoridades gregas já estabeleceram parcerias com grandes empresas de contabilidade, como Ernst & Young e KPMG, para rever estas candidaturas. E, se a Comissão do Mercado de Capitais Helénica aprovar o pedido, a bolsa poderá usar um quadro de “passaporte”.
Simplificando, obter uma aprovação única na Grécia significa que a Binance pode comercializar os seus serviços para mais de 450 milhões de pessoas em toda a UE.
Para um gigante global como a Binance, obter uma licença que cubra 27 países é uma vitória importante a longo prazo.
Entretanto, enquanto algumas empresas avançam, outras ficam para trás.
O regulador financeiro francês (a AMF) recentemente destacou que 90 empresas de criptomoedas registadas no país ainda não possuem uma licença MiCA.
O regulador tem sido muito claro quanto às consequências e afirma que as empresas devem cumprir as novas regras ou parar completamente as suas operações em França.
Este aviso tem sido uma grande fonte de pressão para o setor, especialmente à medida que o prazo de 1 de julho se aproxima.
Por outro lado, a Binance já começou a alterar os seus serviços para se manter à frente destas ameaças.
No ano passado, restringiu o copy trading para utilizadores europeus e limitou certos produtos ligados a stablecoins não reguladas.
A Alemanha e os Países Baixos estão atualmente na liderança na emissão destas novas licenças. Dados mostram que a Alemanha já concedeu 43 licenças até agora, enquanto os Países Baixos emitiram 22.
A França tem atualmente 11 aprovações, enquanto a Grécia ainda não emitiu nenhuma licença (com a candidatura pendente da Binance).
Entretanto, outros players também estão a juntar-se ao mercado regulado.
A KuCoin recentemente recebeu uma licença na Áustria, que permite à sua unidade europeia oferecer serviços em 29 países dentro do Espaço Económico Europeu.
No total, estes novos desenvolvimentos mostram que a era do “Velho Oeste” das criptomoedas está a acabar. E, se uma empresa quer sobreviver na Europa, deve provar ao governo que consegue seguir as mesmas regras que os bancos e outras instituições.
Os bancos tradicionais também estão a ver uma oportunidade de oferecer serviços de ativos digitais aos seus clientes.
Por exemplo, o grande banco belga KBC planeia lançar negociações de Bitcoin e Ethereum através da sua plataforma de investimento. O banco espera receber a sua própria licença MiCA na Bélgica muito em breve, e este movimento torna a KBC o primeiro banco na Bélgica a oferecer tais serviços a investidores de retalho.
O KBC Bank da Bélgica lançou negociações de criptomoedas reguladas para clientes de retalho através da sua plataforma de investimento Bolero. A partir de fevereiro, os clientes poderão negociar Bitcoin e Ether sob as regras do MiCA da UE, com criptomoedas listadas ao lado de outros ativos tradicionais.…
— CrispyBull (@CrispyBull) 17 de janeiro de 2026
O banco planeia usar um modelo de “circuito fechado”, o que significa que os clientes poderão comprar e vender moedas dentro da plataforma, mas não poderão transferi-las para carteiras externas.
Espera-se que este design proteja os utilizadores de fraudes e ataques de phishing, e a entrada de bancos estabelecidos neste espaço prova que as criptomoedas estão, de fato, a tornar-se mainstream.