Gate Research: Ethereum lidera a emissão de commodities tokenizadas | Volume do mercado de previsões alcança novo recorde

2026-01-29 06:23:22
Relatório Semanal Gate Research: BTC e ETH seguem em consolidação após a correção das recentes máximas; o posicionamento do mercado ficou mais defensivo, com os fluxos migrando para temas de altcoins considerados mais estáveis, como commodities e ouro tokenizados, pagamentos, privacidade e DID. Ethereum mantém a liderança na emissão de commodities tokenizadas, com 85% de participação. Os detentores de longo prazo aceleraram a distribuição, marcando a maior pressão vendedora sobre o Bitcoin desde agosto. O volume dos mercados de previsão atingiu um novo recorde histórico, atuando cada vez mais como uma “camada on-chain de precificação de expectativas”. Polymarket impulsionou o crescimento do uso de USDC, e a Mizuho revisou para cima a classificação da Circle, ressaltando seu potencial de expansão. A SUI deve desbloquear cerca de US$ 60,94 milhões em tokens nos próximos 7 dias, o que representa 11% do suprimento circulante.

Resumo

  • BTC e ETH recuaram após as últimas altas e entraram em fase de consolidação. O capital segue defensivo, migrando para setores mais resilientes como commodities tokenizadas/ouro, pagamentos, privacidade e DID.
  • Ethereum lidera a emissão de commodities tokenizadas, com 85% do market share.
  • Detentores de longo prazo aceleram a distribuição, e o Bitcoin enfrenta a maior pressão vendedora desde agosto.
  • O volume negociado em mercados de previsão atingiu novo recorde histórico, consolidando-se como a “camada de precificação de expectativas on-chain”.
  • Polymarket impulsiona o uso de USDC; Mizuho elevou a classificação da Circle e segue otimista quanto ao potencial de crescimento.
  • SUI desbloqueará cerca de US$ 60,94 milhões em tokens nos próximos 7 dias, equivalendo a 11% de sua oferta circulante.

Visão geral do mercado

Comentário de mercado

  • BTC — Na última semana, o BTC recuperou de cerca de US$ 86.100 para quase US$ 91.200, mas não sustentou os níveis mais altos e voltou para perto de US$ 88.600, entrando em consolidação fraca. As médias móveis MA5 e MA10 viraram para baixo e se entrelaçaram com a MA30 antes de perder força, com o preço caindo abaixo do agrupamento das médias, sinalizando transição de recuperação para correção. O MACD virou perto da linha zero, o histograma passou do verde para o vermelho e se expandiu, indicando fortalecimento da pressão de venda. No curto prazo, é provável que o BTC teste novamente os suportes em US$ 88.000 e US$ 86.100. Se esses suportes se mantiverem, o mercado pode absorver a pressão vendedora através de consolidação lateral.
  • ETH — Na última semana, o ETH recuperou de cerca de US$ 2.787 e subiu até próximo de US$ 3.045, mas não se sustentou acima de US$ 3.000 e voltou para US$ 2.993, formando uma estrutura de “retração após tentativa de rompimento”. MA5 e MA10 convergiram com MA30 e começaram a virar para baixo, com o preço caindo abaixo da faixa das médias móveis, sinalizando fraqueza no curto prazo. O MACD também virou para o negativo, com o histograma ficando negativo, indicando perda de força compradora e entrada em fase corretiva. O suporte chave está entre US$ 2.950–2.900, enquanto a resistência segue próxima de US$ 3.045. Sem aumento relevante de volume, qualquer alta tende a ser lateralizada, não um rompimento limpo.
  • Altcoins — O capital direcionou-se claramente para setores não orientados à negociação. Commodities tokenizadas/ouro, soluções de pagamento, infraestrutura de privacidade e identidade descentralizada mostraram maior resiliência. Com a volatilidade dos principais ativos, o estilo de mercado migra para ativos com mapeamento real, narrativas regulatórias claras e maior certeza de aplicação de longo prazo, buscando reduzir a volatilidade causada por sentimento e negociações alavancadas.
  • Stablecoins — O valor total de mercado das stablecoins está em US$ 308,0 bilhões, queda de US$ 704 milhões na semana, redução de cerca de 0,23%.
  • Taxas de gas — As taxas de gas na Ethereum ficaram abaixo de 1 Gwei na maior parte da semana, com pico de 1,97 Gwei em uma hora. Em 29 de janeiro, a média diária está em 0,051 Gwei.

Tokens em destaque

Nas últimas 24 horas, o mercado cripto permaneceu fraco, com a maioria dos principais ativos em retração. BTC caiu cerca de 0,67% e ETH 0,51%, puxando o índice para baixo. XRP recuou cerca de 0,20%, enquanto SOL teve queda mais acentuada de 2,12%. O setor de stablecoins segue praticamente estável, indicando postura defensiva e sem retomada do apetite por risco. O mercado está em consolidação de curto prazo dentro de uma estrutura mais ampla de baixa ou lateralização, sem reversão de tendência.

Q Quack AI (+79,02%, Market Cap circulante: US$ 51,71M)

Segundo dados da Gate, Q está cotado a US$ 0,032196, alta de 79,02% nas últimas 24 horas. Quack AI desenvolve um “ambiente de execução de AI/Agente com confiança minimizada” em torno do Q402, focando em provas criptográficas e fluxos de trabalho verificáveis para validar raciocínio e integridade computacional dos agentes, trazendo isso para cenários on-chain. O sistema permite expressão de intenção via assinatura única verificável, aplica checagens de estratégia e risco durante a execução, e permite que executores patrocinem gas e enviem transações, reduzindo o atrito e aumentando a eficiência da automação.

Esse movimento é impulsionado por narrativas de expansão do ecossistema. Recentemente, a equipe destacou integrações com Zypher e Kaia, incorporando as capacidades do Q402 em fluxos de AI verificáveis e ambientes de execução de agentes, além de ampliar os casos de uso para contextos on-chain voltados a stablecoins e eficiência de capital. Com as notícias de colaboração, o mercado interpreta como sinal de entrada de recursos e potencial de adoção, impulsionando influxo de capital e ampliando a elasticidade dos preços.

WMTX World Mobile Token (+21,76%, Market Cap circulante: US$ 44,08M)

Segundo dados da Gate, WMTX está cotado a US$ 0,07095, alta de 21,76% nas últimas 24 horas. World Mobile Token é um projeto DePIN voltado à infraestrutura de telecom, com narrativa de expansão de cobertura via modelo de “rede compartilhada” e incentivo à participação da comunidade e operadores locais pelo mecanismo Network Builder.

A alta é impulsionada por catalisadores de ecossistema e fundamentos. A equipe divulgou métricas como 3 milhões de usuários ativos diários, ajudando a dissipar dúvidas sobre o DePIN ser apenas conceito. Além disso, a evolução dos leilões e mecanismos do Network Builder fortalece expectativas de expansão da rede e crescimento da oferta, impulsionando nova avaliação da narrativa “telecom + DePIN”.

SOMI Somnia (+20,38%, Market Cap circulante: US$ 50,68M)

Segundo dados da Gate, SOMI está cotado a US$ 0,3058, alta de 20,38% nas últimas 24 horas. Somnia se posiciona como infraestrutura on-chain para aplicações e desenvolvedores, com narrativas recentes em “Reatividade + AI descentralizada”. Por meio de mecanismo de “assinatura única, recebimento de eventos em tempo real e atualizações de estado agrupadas”, busca oferecer dados e distribuição de estado de baixa latência para prediction markets, DeFi e aplicações orientadas por eventos.

A alta reflete ressonância entre avanços do ecossistema e catalisadores narrativos. Atualizações de roadmap e definição de “novos primitivos” elevaram expectativas para diferenciação técnica e adoção por desenvolvedores. Exposição contínua do ecossistema e lançamentos/previews reforçam o sinal de expansão da rede e ativação de apps, atraindo influxos de capital de curto prazo.

Principais destaques de dados de mercado

Contagem de validadores diminui enquanto uso segue alto: Solana mostra divergência estrutural de “alto uso, menos operadores”

Dados on-chain mostram que a contagem diária de validadores ativos da Solana caiu para menos de 800, uma queda de mais de 65% em relação ao pico de 2023. Ao mesmo tempo, transações não relacionadas a votos seguem próximas de 100 milhões por dia, indicando divergência clara entre uso da rede e participação dos nós. Isso sugere que a demanda na camada de aplicações permanece forte, enquanto a estrutura de custo/benefício para consenso piorou, afastando operadores menores. Ou seja, o “output de serviço” segue alto, mas o “lado da oferta que garante segurança e ordenação” está encolhendo.

O impacto dessa divergência está na segurança e resiliência. Menos validadores aumentam riscos de centralização e coordenação, e reduzem redundância e resistência à censura. Porém, o risco depende também da distribuição de staking, diversidade dos nós e se métricas-chave de segurança estão se deteriorando. Explicações atuais incluem mudanças de incentivos, custos de votação mais altos e requisitos de hardware menos acessíveis, ou “limpeza” de nós de baixa qualidade. Métricas essenciais a observar: concentração de staking, participação dos principais validadores e se a divergência entre queda nas transações de voto e estabilidade nas transações não relacionadas a voto leva a novos trade-offs entre performance e segurança.

Ethereum lidera emissão de commodities tokenizadas, com 85% do market share

Na distribuição de emissão, commodities tokenizadas se concentram na Ethereum, com cerca de 85% desses ativos emitidos na rede. Isso reforça o papel da Ethereum como “infraestrutura padrão” para tokenização de ativos, por conta do ecossistema maduro de contratos inteligentes, auditorias, liquidez em DeFi, maior integração institucional, serviços de custódia/regulação e forte composabilidade.

Essa concentração traz riscos estruturais e sinaliza tendências. Por um lado, as vantagens do ecossistema reforçam o efeito de escala das cadeias líderes, tornando novos emissores mais propensos a optar pela Ethereum. Por outro, concentração excessiva amplia o impacto sistêmico de custos, congestionamentos, mudanças regulatórias ou técnicas de uma única cadeia sobre todo o setor, e incentiva expansão cross-chain. Variáveis de atenção: absorção de emissão/negociação por L2, outras cadeias de alto desempenho ganhando espaço via custos menores e distribuição, e mudanças nos trade-offs dos emissores entre “controle regulatório/segurança” e “eficiência de custo/alcance de usuários”.

Detentores de longo prazo aceleram distribuição; Bitcoin enfrenta maior pressão de venda desde agosto

Segundo Glassnode, nos últimos 30 dias, detentores de Bitcoin de longo prazo (mínimo 155 dias) venderam cerca de 143.000 BTC, ritmo mais rápido desde agosto. Isso aparece em métricas como mudança líquida de posição desses detentores: após breve acumulação entre dezembro e janeiro, o capital de longo prazo voltou à distribuição líquida, liberando moedas de alta convicção e custo para o mercado.

Em termos de preço, vendas concentradas de longo prazo geram resistência de curto prazo. Isso aumenta a oferta spot a ser absorvida e pesa no sentimento, tornando o mercado mais propenso a lateralização ou correção, especialmente se o Bitcoin fica atrás dos ativos tradicionais. Não implica necessariamente visão pessimista; pode ser realização de lucro ou rebalanceamento. O ponto-chave é se a nova demanda absorve essa oferta (compra spot, alocação institucional). Se for suficiente, pode facilitar rotatividade saudável e preparar estrutura de oferta mais limpa para a próxima tendência.

Foco da semana

Meta e Microsoft reforçam aposta em IA: mineradoras de Bitcoin aceleram transição para infraestrutura de computação, criando novo motor de crescimento

Meta e Microsoft reafirmaram IA como prioridade estratégica em seus últimos resultados. Satya Nadella, CEO da Microsoft, declarou que IA já é um negócio comparável aos maiores segmentos da empresa, ainda em estágio inicial de adoção em massa. A Meta projeta capex de 2026 entre US$ 115–135 bilhões, acima das expectativas, voltado à construção de “laboratórios de superinteligência” e infraestrutura de IA.

Nesse cenário, mineradoras de Bitcoin aceleram a migração para provedores de infraestrutura de IA e HPC. Com halving, custos crescentes e competição comprimindo margens tradicionais, mineradoras aproveitam infraestrutura de energia e data center para fornecer serviços de computação para nuvem. A Iren assinou contrato plurianual com a Microsoft, Cipher Mining comprometeu 300 MW à AWS, Hut 8 e outras seguem o mesmo caminho. O mercado de capitais reclassifica essas empresas como “provedores de infraestrutura computacional”, não apenas mineradoras de Bitcoin.

Volume de mercados de previsão bate recorde: consolidando-se como “camada de precificação de expectativas” on-chain

Dados Dune mostram que, no último ano, o volume semanal negociado em prediction markets disparou, especialmente desde o segundo semestre de 2025, acelerando para quase US$ 6 bilhões por semana. Polymarket, Kalshi e Myriad lideram, com novos players como ForecastEx e predict.fun, criando ressonância entre plataformas.

Isso mostra os mercados de previsão evoluindo de experimento nichado para “camada de precificação de expectativas” on-chain, cobrindo política, macroeconomia, tecnologia e eventos sociais. Com mais incerteza macro, ciclos de IA e dinâmica geopolítica, a demanda por “expressar opiniões via capital” cresce. Prediction markets assumem parte da descoberta de preços e agregação de expectativas, podendo se tornar novo vertical de aplicações cripto com narrativa e escala reais após stablecoins e DeFi.

Polymarket impulsiona uso de USDC; Mizuho eleva Circle e vê potencial de crescimento

Mizuho Securities elevou a classificação da Circle de “Underperform” para “Neutral”, impulsionando as ações em cerca de 4%, citando o rápido crescimento do USDC no Polymarket como novo motor de demanda. O analista Dan Dolev estima que o volume anualizado do Polymarket pode chegar a US$ 50 bilhões em 2026, três vezes o de 2025, e acredita que isso pode fazer o market cap do USDC crescer 25% ou mais. Com isso, ele revisou para cima as projeções de circulação do USDC e receita da Circle para 2026 e 2027.

Estruturalmente, Polymarket traz grande número de usuários não nativos de cripto para on-chain via negociação de eventos, abrindo novos usos e canais de demanda para USDC. Porém, Mizuho segue cautelosa quanto ao potencial de alta da Circle no médio prazo, citando ciclos de corte de juros, custos crescentes de distribuição e competição acirrada de stablecoins como Tether, que podem compensar parte do impacto positivo do Polymarket. O preço-alvo de US$ 77 indica potencial limitado. Ou seja, a narrativa de crescimento do USDC ganhou novo vetor, mas ainda não é suficiente para mudar o cenário competitivo das stablecoins.

Resumo semanal de captações

Segundo a RootData, entre 22 e 29 de janeiro de 2026, diversos projetos cripto e relacionados anunciaram rodadas de captação ou aquisições, abrangendo infraestrutura blockchain, redes de pagamento e gestão de ativos. Os maiores negócios foram:

BitGo

Anunciou IPO de cerca de US$ 213 milhões em 22 de janeiro, avaliando a empresa em US$ 2,08 bilhões, com participação de YZi Labs. BitGo é uma empresa de infraestrutura de ativos digitais dos EUA, oferecendo soluções institucionais de custódia, segurança, negociação e empréstimo, com foco em soluções completas para instituições.

Superstate

Anunciou rodada Série B de cerca de US$ 82,5 milhões em 22 de janeiro, liderada por Bain Capital Crypto e Distributed Global. Superstate é um fundo de títulos públicos baseado em blockchain, usando Ethereum como camada de registro, com objetivo de construir infraestrutura regulada de emissão e negociação de títulos on-chain e levar ativos do mercado de capitais para a blockchain.

Mesh

Anunciou rodada Série C de cerca de US$ 75 milhões em 27 de janeiro, avaliando a empresa em US$ 1 bilhão, liderada por Dragonfly Capital, com Paradigm e Coinbase Ventures. Mesh é uma rede global de pagamentos cripto que busca pagamentos cross-chain e cross-wallet via camada única, avançando na interoperabilidade dos pagamentos digitais.

Próxima semana em destaque

Desbloqueios de tokens

Segundo a Tokenomist, grandes desbloqueios de tokens estão previstos para os próximos 7 dias (2026.01.29 – 2026.02.05). Os três principais:

  • SUI desbloqueará cerca de US$ 60,94 milhões em tokens, equivalente a 11% de sua oferta circulante.
  • XDC desbloqueará cerca de US$ 32,45 milhões em tokens, equivalente a 4,4% de sua oferta circulante.
  • EIGEN desbloqueará cerca de US$ 12,25 milhões em tokens, equivalente a 6,7% de sua oferta circulante.



Referências:



Gate Research é a plataforma completa de pesquisa em blockchain e criptomoedas da Gate, oferecendo conteúdo aprofundado, incluindo análise técnica, insights de mercado, pesquisa setorial, previsão de tendências e análise de política macroeconômica.

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Autor: Shirley, Puffy
Revisores: Akane, Kieran
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