Os Ativos sob Gestão da BlackRock ultrapassam US$ 15 trilhões no 2T de 2026

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A BlackRock ultrapassou US$ 15 trilhões em ativos sob gestão no segundo trimestre encerrado em 30 de junho de 2026, tornando-se a primeira gestora a cruzar esse patamar. A empresa reportou US$ 15,34 trilhões em AUM após US$ 868 bilhões de entradas líquidas nos últimos 12 meses, impulsionadas por fundos negociados em bolsa (ETFs), mercados privados, renda fixa ativa e estratégias sistemáticas de ações. O marco veio junto com um recorde de entradas líquidas no primeiro semestre de US$ 321 bilhões, incluindo US$ 192 bilhões no segundo trimestre, à medida que mercados em alta e a forte demanda por ETFs na franquia iShares impulsionaram o crescimento.

O lucro ajustado da BlackRock subiu para US$ 13,91 por ação, superando as estimativas de analistas de US$ 12,59, enquanto a margem operacional ajustada aumentou para 45,9%, seu maior nível em quase cinco anos. A Reuters informou que o resultado provocou uma forte reação do mercado, com as ações da BlackRock disparando mais de 6% após a divulgação dos resultados. O papel ficou entre os desempenhos mais fortes no S&P 500.

Fluxos de ETFs da BlackRock impulsionam marco de US$ 15 trilhões

A plataforma iShares da BlackRock atraiu US$ 71,6 bilhões para produtos de ações e US$ 92 bilhões para produtos de renda fixa durante o segundo trimestre, informou a Reuters. As entradas foram amplas, com investidores alocando fortemente em produtos de renda fixa à medida que as expectativas em torno das taxas de juros mudaram e as carteiras foram reposicionadas para uma inflação mais lenta e possível flexibilização de políticas.

A empresa reportou crescimento de 10% na taxa orgânica base, mostrando que está convertendo entradas em receita recorrente. A escala da BlackRock permite que a empresa dilua custos de tecnologia, conformidade, negociação e distribuição em uma base mais ampla de clientes, possibilitando competir de forma agressiva em taxas enquanto gera alavancagem operacional substancial.

A franquia iShares da empresa continua sendo uma das maiores plataformas de ETFs do mundo, atraindo capital de investidores de varejo, assessores financeiros, fundos de pensão, instituições e clientes soberanos. A BlackRock também aprofundou seu papel em produtos de investimento ligados a cripto, com seus ETFs spot de Bitcoin e Ether se tornando grandes veículos para exposição institucional a ativos digitais.

BlackRock expande mercados privados com aquisições de US$ 28 bilhões

A BlackRock gastou cerca de US$ 28 bilhões em aquisições, incluindo Global Infrastructure Partners, HPS Investment Partners e Preqin, com movimentos voltados a fortalecer sua posição em infraestrutura, crédito privado, dados de alternativas e análises de mercados privados. Os mercados privados contribuíram com US$ 15,4 bilhões de entradas no trimestre, incluindo US$ 6 bilhões em crédito privado e US$ 5,2 bilhões em infraestrutura, informou a Reuters.

A BlackRock disse que pretende levantar US$ 400 bilhões em ativos privados entre 2025 e 2030. A estratégia mira produtos com taxas mais altas à medida que o investimento tradicional em índice se torna cada vez mais sensível a preços. Crédito privado, infraestrutura e ativos alternativos oferecem margens de taxa mais fortes e estão atraindo demanda institucional de investidores que buscam renda, proteção contra inflação e exposição de longo prazo.

FAQ

Quais ativos sob gestão a BlackRock reportou para o 2T 2026?

A BlackRock reportou US$ 15,34 trilhões em ativos sob gestão no segundo trimestre encerrado em 30 de junho de 2026, tornando-se a primeira gestora a superar US$ 15 trilhões.

Quanto as ações da BlackRock subiram após a divulgação dos resultados do 2T 2026?

As ações da BlackRock dispararam mais de 6% após a divulgação dos resultados, ficando entre os desempenhos mais fortes no S&P 500, depois do lucro ajustado de US$ 13,91 por ação, acima das estimativas de analistas de US$ 12,59.

Qual é a meta da BlackRock para captação de ativos privados até 2030?

A BlackRock disse que pretende levantar US$ 400 bilhões em ativos privados entre 2025 e 2030, após US$ 28 bilhões em aquisições, incluindo Global Infrastructure Partners, HPS Investment Partners e Preqin.

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