Recentemente, a história de negociações de Mark Minervini tem inundado as redes, esse cara é realmente um pouco fora do comum. Para ser honesto, inicialmente eu também entrei com uma curiosidade para conhecê-lo, mas quanto mais eu via, mais achava que essa metodologia valia a pena ser estudada.



O desempenho dele na competição de trading dos Estados Unidos é simplesmente absurdo — na sua primeira participação, conquistou o primeiro lugar com um retorno de 155%, e anos depois voltou a ganhar com um resultado de 334,8%. O mais impressionante é que o pior ano de toda a sua carreira de negociante ainda teve um retorno de 128%. Isso não é exagero, há registros oficiais dessas competições.

Mark Minervini nunca guarda segredos e frequentemente compartilha seus métodos de negociação. Ele disse uma frase bastante interessante: “Usei a mesma estratégia por muitos anos, me tornei muito bom nisso, e o que faço agora é exatamente igual ao passado.” Para provar que essa abordagem funciona independentemente do tempo e do mercado, ele decidiu participar de uma nova competição.

Seu conceito central é tratar o trading como uma batalha bem planejada, sem lutar sem preparação. Esse sistema é chamado SEPA (Specific Entry Point Analysis), que traduzido significa Análise de Pontos de Entrada Específicos. Simplificando, trata-se de identificar ações com fundamentos e aspectos técnicos em tendência de alta, entrar no momento e no local certos, e usar controles rigorosos de risco para maximizar os lucros.

O primeiro passo é a triagem. Mark usa um conjunto de critérios para selecionar ativos compatíveis com o sistema, aguardando o catalisador aparecer. Ele recomenda usar o filtro do TradingView, que é realmente útil, pois filtra automaticamente com base nas condições, aumentando bastante a eficiência.

Ele possui uma matriz de tendência famosa, composta por quatro condições que devem estar presentes simultaneamente. Primeiro, o preço e a média móvel de 50 dias devem estar acima das médias de 150 e 200 dias, formando uma configuração de alta. Segundo, a média de 200 dias deve estar em ascensão por pelo menos um mês, preferencialmente quatro ou cinco meses. Terceiro, o preço atual deve estar pelo menos 25% acima do ponto mais baixo de 52 semanas, quanto mais, melhor. Por último, o preço deve estar a no máximo 25% do ponto mais alto de 52 semanas, quanto mais próximo da nova máxima, melhor. Esses critérios eliminam mais de 90% das ações ruins, sobrando aquelas que estão em forte impulso de alta.

Depois, é hora de esperar. Esperar o quê? O catalisador — novos produtos, aprovações regulatórias, mudanças positivas no setor, grandes contratos, tecnologias disruptivas, novas soluções — tudo que possa impulsionar o preço da ação. Pode-se usar ações similares do passado que tiveram desempenho forte como referência, assim já se tem uma ideia do que esperar.

O segundo passo é identificar o VCP (Volatility Contraction Pattern), ou seja, um padrão de consolidação onde a volatilidade e o volume vão diminuindo progressivamente. Em uma tendência forte, quanto mais tempo a ação passar consolidando, maior será o movimento de alta subsequente.

Mark Minervini destacou duas formas eficazes de VCP. Uma é o padrão clássico de tripé, que ocorre quando uma forte alta encontra resistência, recua formando um ponto baixo, e então começa a consolidar, com os pontos baixos cada vez mais altos, formando um tripé. Essa tendência de consolidação horizontal ou descendente geralmente é uma continuação de alta, com alta probabilidade de continuar subindo. A quebra costuma vir acompanhada de aumento de volume e preço.

É importante colocar o stop loss longe do último fundo — pode ser na mínima da vela de rompimento ou pelo menos abaixo do segundo fundo.

Outro padrão é o copo com alça, que leva mais tempo para se formar. Primeiro, uma base em forma de U, indicando uma queda seguida de uma recuperação estável, com volume decrescente. Após a formação do copo, entra-se na fase de consolidação curta, formando a alça, onde o volume continua a diminuir. O ponto crucial é identificar a ruptura na alça, que deve vir acompanhada de aumento de volume.

Um exemplo clássico foi a ação PAG, comprada por Mark em 2021. Após mais de um ano de alta, o preço recuou em meados de maio, e em julho voltou a subir formando uma base em U. Em agosto, a ação oscilou dentro de um canal estreito formando o padrão de copo com alça. Mark entrou na ruptura com volume em 1º de setembro, com um ganho bastante expressivo, e depois o preço nunca mais voltou a esse nível.

Por fim, o mecanismo de saída. Mark, com anos de experiência, desenvolveu critérios para vender em momentos de fraqueza do mercado e sinais de alerta antes de uma forte queda. Essas regras valem a pena serem guardadas como um alerta.

Ao conhecer a metodologia de Mark Minervini, fica claro que o trading é uma arte que exige reflexão profunda e disciplina rigorosa. Não é jogo de azar, é uma estratégia bem estruturada.
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