SpaceX destrói 260 satélites Starlink em seis meses! Queimar na atmosfera torna-se rotina, grupos ambientalistas protestam contra o impacto na camada de ozônio.

A SpaceX apresentou um relatório à FCC confirmando que, nos últimos seis meses, destruiu 260 satélites Starlink, vaporizando-os completamente por meio de reentrada controlada na atmosfera. Com a frota ultrapassando 10.000 satélites, "queimar satélites diariamente" tornou-se operação normal, mas surgem preocupações com poluição atmosférica.
(Notícia anterior: COO da SpaceX admite: não descarta fusão com Tesla, primeiro satélite de IA com poder computacional lançado no final de 2027)
(Complemento: Como o data center espacial da SpaceX se resfria? Engenheiros duvidam, Musk: mais de 10.000 satélites em operação)

Índice

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  • Peso dos satélites e método de descarte
  • Preocupações ambientais na atmosfera aumentam
  • Ambição de expansão para 42.000 satélites

Em um relatório semestral enviado à Comissão Federal de Comunicações (FCC) dos EUA em julho deste ano, a SpaceX confirmou que, entre dezembro de 2025 e maio de 2026, destruiu 260 satélites Starlink, fazendo-os reentrar controladamente na atmosfera terrestre e vaporizando completamente as naves com calor de fricção extremo.

O relatório aponta que 176 deles pertencem à primeira geração da constelação Starlink, e os demais são satélites de segunda geração. No mesmo período, outros 349 satélites concluíram o processo de descomissionamento e serão descartados nos próximos meses. O total de satélites Starlink em órbita já ultrapassou 10.000, uma escala colossal.

Cada satélite tem vida útil projetada de cerca de 5 anos, intencionalmente desenhada para permitir substituição periódica por modelos mais novos. Quando o combustível do satélite acaba, o sistema ativa automaticamente manobras controladas de saída de órbita, reduzindo a altitude e caindo na atmosfera, onde é 100% incinerado pelo calor da fricção, sem deixar detritos. Devido ao tamanho da constelação, a SpaceX supostamente destrói vários satélites diariamente.

Peso dos satélites e método de descarte

Quanto ao peso, satélites de primeira geração pesam entre 260 e 295 kg, enquanto os de segunda geração chegam a 800–1.250 kg. A SpaceX afirma que recuperar esses satélites em fim de vida é tecnicamente inviável e financeiramente ineficaz, optando pela incineração.

Em comparação, no semestre anterior (dezembro de 2024 a maio de 2025), a SpaceX removeu mais de 472 satélites, mostrando que, embora o número de 260 destruições seja impressionante, houve redução em relação ao ciclo anterior.

Preocupações ambientais na atmosfera aumentam

Essa prática de incineração em larga escala tem gerado preocupações na comunidade científica sobre impactos atmosféricos. Pesquisadores pedem estudos mais aprofundados e regulamentação sobre o impacto ambiental dos satélites. Historicamente, a FCC tem excluído satélites de revisões ambientais para evitar atrasar a corrida espacial.

Atualmente, a FCC propôs formalmente classificar atividades espaciais como "atividades extraterritoriais", argumentando que seus efeitos ocorrem inteiramente fora da jurisdição dos EUA, portanto isentas da Lei Nacional de Política Ambiental (NEPA). A proposta ainda não foi aprovada, mas já gerou forte oposição de grupos ambientalistas.

Ambição de expansão para 42.000 satélites

Em termos de planos de expansão, o objetivo de longo prazo da SpaceX é implantar até 42.000 satélites Starlink em órbita terrestre baixa, e já obteve aprovação da FCC em janeiro de 2026 para lançar 7.500 satélites adicionais de segunda geração.

Paralelamente, a SpaceX divulgou o projeto de data center orbital A1, com capacidade de carga computacional de 120 kW. Para sustentar essa ambição, a empresa está construindo uma fábrica de Gigasat com 1.100.000 pés quadrados, dedicada à produção desses satélites.

Com o crescimento contínuo da frota Starlink, a queima de satélites aposentados pode passar de "ocasional" a "rotineira" — se chegar a 42.000 unidades, mais de 8.000 satélites por ano serão incinerados na atmosfera, e o impacto na alta atmosfera terrestre talvez não possa mais ser ignorado.

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