Tenho observado os futuros do ouro estes dias e a situação parece bastante otimista. Ontem subiram quase 2% durante a sessão, continuando com a onda de altas que vêm acontecendo recentemente. O que movimentou o mercado foi a divulgação dos dados do PPI de março nos EUA - subiu 4% na comparação anual, mas surpresa, ficou bastante abaixo do que o mercado esperava (4,6%). O número mensal também veio abaixo, em 0,5%, e o PPI subjacente quase não se moveu, apenas 0,1% ao mês. Basicamente, os números de inflação saíram mais tranquilos do que muitos temiam.



Isso aliviou a pressão sobre os mercados em geral. Goldman Sachs comenta que, embora haja preocupações com choques energéticos, não acreditam que volte a acontecer o que ocorreu em 2022 com inflação disparada. Além disso, continuam apostando que o Fed irá reduzir as taxas em setembro e dezembro. No lado geopolítico, Trump está falando de negociações com o Irã e as conversas entre Israel e Líbano avançam. O mercado vê isso como positivo, o que também favorece os futuros do ouro.

O que é interessante é que temos essa combinação: dados de inflação que aliviam a ansiedade, expectativas de cortes de taxa vigentes e uma via negociadora no âmbito geopolítico. Tudo isso pinta um cenário onde os futuros do ouro podem manter uma pressão de alta a curto prazo. Mas, claro, a geopolítica é volátil, então é preciso estar atento a qualquer mudança nas negociações. Meu conselho: manter posições com cautela, monitorar esses temas e não se expor demais à volatilidade que pode surgir se as coisas mudarem rapidamente.
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