Acabei de captar uma opinião interessante de Kazuo Ueda sobre o que realmente está limitando o próximo movimento do BoJ. O cara basicamente disse que você não pode ignorar o quão fracos estão atualmente os juros reais do Japão ao pensar em aumentar as taxas. Essa é a questão central que todo mundo está rodeando.



O que me chamou atenção foi como ele enquadrou o problema da inflação. Não é a típica história de inflação impulsionada pela demanda – o Japão está lidando com uma situação de choque de oferta, o que aparentemente torna as decisões de política monetária muito mais complicadas. Quando os preços sobem por causa dos custos do petróleo e das restrições de oferta, e não por uma demanda aquecida, aumentar as taxas vira um ato de equilíbrio bastante delicado.

Ueda foi bastante cuidadoso para não dar pistas sobre a reunião de abril, porém. Mas a mensagem subjacente parece clara: eles estão observando os dados de perto, e juros reais permanecendo tão baixos por tanto tempo definitivamente está na mira deles. Ele mencionou que as condições financeiras ainda estão bastante acomodatícias, o que lhes dá espaço para manobrar, mas uma desaceleração na atividade poderia inverter o cenário das expectativas de inflação bem rapidamente.

O mercado cambial já está precificando parte disso – USD/JPY atingiu 159,40, uma alta de 0,15% no dia. Parece que os traders estão tentando entender se isso sinaliza uma mudança à vista ou se é só mais da mesma abordagem cautelosa. De qualquer forma, os comentários de Kazuo Ueda sugerem que a questão dos juros reais vai continuar sendo central para o que o BoJ decidir a seguir.
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