Tenho pensado em algo ultimamente que a maioria das pessoas passa rápido demais. Quando se trata de investimento, você deve primeiro fazer algumas perguntas básicas antes de realmente colocar seu dinheiro. Sério, vejo tanta gente entrar sem fazer essa lista mental.



Então, aqui está o negócio sobre tolerância ao risco. Não é apenas um conceito abstrato que seu consultor financeiro joga por aí. Na verdade, ela molda tudo sobre seu portfólio e como você vai se sair ao longo do tempo. Mas, honestamente, a maioria das pessoas não senta e realmente pensa no que isso significa para elas pessoalmente.

Deixe-me explicar três perguntas que realmente importam.

Primeira: como você reage quando as coisas mudam? Não estou falando de mudanças na vida, quero dizer movimentos do mercado. Quando você vê os preços oscilando forte, especialmente durante aquelas vendas brutais, o que acontece? Você fica calmo ou isso atrapalha seu sono? Se assistir ao barulho diário te deixa ansioso, provavelmente você é alguém que deve ficar com investimentos mais estáveis. Não há nada de errado nisso. Mas se a volatilidade realmente te estressa a ponto de afetar sua qualidade de vida, então encher seu portfólio de ativos voláteis só vai causar problemas.

Agora, algumas pessoas são diferentes. Elas realmente se empolgam com o movimento do mercado. Veem as oscilações como oportunidades. Esses tipos tendem a ter uma personalidade que gosta da adrenalina e consegue lidar com os altos e baixos rumo aos seus objetivos de longo prazo. Quando pensa em investimento, deve primeiro perguntar a si mesmo qual desses tipos você realmente é, não qual acha que deveria ser.

A segunda pergunta é sobre seus objetivos reais. Por que você está investindo em primeiro lugar? Está pensando na aposentadoria daqui a décadas, ou precisa desse dinheiro em breve? Seu prazo muda tudo. Se você tem décadas pela frente, seu dinheiro tem tempo para se recuperar de quedas. Investidores mais jovens, especialmente, podem suportar períodos difíceis melhor. Isso significa que podem assumir posições mais agressivas. Mas se você já está aposentado ou perto disso, provavelmente quer garantir retornos estáveis, ao invés de arriscar uma grande perda.

A pesquisa da Universidade de Utah sobre isso é interessante. Pessoas mais jovens literalmente têm mais tempo para se recuperar. Isso é matemática. Sua situação determina o que realmente faz sentido para você.

Por último: quanto você realmente entende do que está comprando? Essa é a que as pessoas mais pulam. Você pode ir de fundos de índice básicos até derivativos complexos. Mas aqui está a regra que sigo: só invista em coisas que você realmente entende. Se você não consegue explicar o que possui e por quê, isso é um sinal de alerta. A maioria das pessoas que está começando deve ficar com fundos de índice diversificados que correspondam aos seus objetivos. Não há vergonha nisso.

Quando pensa em investimento, deve primeiro perguntar a si mesmo se realmente compreende no que está entrando. Porque a realidade é simples. Risco maior pode significar retornos maiores, mas também mais volatilidade e perdas potenciais. Risco menor significa aceitar ganhos menores, mas dormir melhor à noite. Ambas as abordagens funcionam. Você só precisa escolher aquela que realmente se encaixa na sua situação, não a que parece boa no papel.
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