Em 2022, todo o setor das criptomoedas viveu um dos capítulos mais sombrios de sempre — a FTX, que tinha uma avaliação de 320 mil milhões de dólares, passou de estrela do setor para a maior pirâmide financeira global em apenas algumas semanas. Os fundos de 50 mil usuários desapareceram, e fundos de topo como Sequoia Capital, SoftBank e Temasek também sofreram perdas, totalizando dezenas de bilhões de dólares.



O protagonista da história é o génio fundador nascido nos anos 90, Sam Bankman (SBF). Este rapaz conhece bem os segredos da comunicação — anúncios no Super Bowl, endossos de celebridades, publicações académicas, doações políticas — uma combinação de estratégias de capital que o transformaram na "Warren Buffett das criptomoedas". Em três anos, a FTX tornou-se uma das maiores bolsas de criptomoedas do mundo em volume de negociação. Ninguém percebeu a serpente por trás.

A estrutura do esquema não é complicada, são duas palavras — «auto-circulação». A FTX emitiu a sua própria moeda, o FTT, e depois? Transferiu o dinheiro real dos utilizadores para a empresa relacionada, a Alameda. Depois, usou esses FTT como ativos principais para obter financiamento — uma construção de areia, sem qualquer suporte de ativos reais. Simplificando, é um jogo de mãos, girando continuamente, e enquanto ninguém descobrir o buraco, o esquema pode continuar.

Até novembro de 2022, a verdade veio à tona. Os media revelaram o balanço patrimonial da Alameda, e descobriu-se que essa empresa relacionada era uma grande perdedora. Quando a notícia se espalhou, o pânico tomou conta. Uma bolsa líder anunciou a liquidação de 580 milhões de dólares em FTT, e a confusão explodiu. Em 48 horas, os utilizadores da FTX retiraram mais de 6 mil milhões de dólares, e a liquidez esgotou-se completamente.

O preço do FTT caiu de 22 dólares para menos de 3 dólares, uma queda superior a 90%. A fortuna pessoal de SBF evaporou-se em um dia, equivalendo a 105,7 mil milhões de yuan — de bilionário a mendigo. O mais irónico é que ele ainda tentou justificar-se no Twitter, mas no dia seguinte foi preso.

Mais tarde, a FTX entrou em falência, com uma falta de fundos superior a 8 mil milhões de dólares. O investimento de 213,5 milhões de dólares da Sequoia foi por água abaixo, e os 275 milhões de dólares do Temasek também desapareceram. SoftBank, Tiger Global e outras instituições tradicionais também tiveram que aceitar a derrota. As investigações revelaram que SBF usou fundos desviados para comprar casas de luxo, fazer doações políticas e viver uma vida de excessos — uma verdadeira vida de luxo.

No final, SBF foi condenado a 25 anos de prisão por fraude, e mais de 11 mil milhões de dólares em ativos foram confiscados. Este episódio ensinou ao setor das criptomoedas uma lição: excesso de embalamento, ausência de regulamentação, assimetria de informação — quando combinados, podem causar uma destruição enorme. Até hoje, este esquema continua a ser uma cicatriz na confiança do mercado de criptomoedas.
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