Durante o agravamento da “Guerra do Ramadã” entre a coligação dos EUA e Israel e o Irã, o novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, fez a sua primeira declaração pública em 12 de março, através da televisão estatal. Na sua fala, demonstrou uma postura firme e inflexível, ordenando a continuação do bloqueio do estreito de Hormuz, uma das principais artérias energéticas globais, e prometendo que os inimigos pagarão “com sangue” a morte do seu pai, antigo líder supremo, e de outros familiares, além de alertar os países vizinhos para fecharem imediatamente as bases militares americanas.
(Antecedentes: Irã ameaça fazer o preço do petróleo ultrapassar 200 dólares, atacando dois navios no estreito de Hormuz) (Informação adicional: Presidente do Irã propõe três condições para cessar-fogo, sinal de desanuviamento diplomático?)
Índice
Toggle
A crise geopolítica no Oriente Médio continua a escalar, colocando o mercado energético global sob forte pressão. Em 12 de março de 2026, o novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, transmitiu sua primeira mensagem pública desde sua posse, via televisão estatal iraniana, dirigida ao país e à comunidade internacional.
É importante notar que Mojtaba não apareceu pessoalmente nem fez transmissão ao vivo, sendo sua declaração lida por um locutor, o que coincide com relatos anteriores de que ele teria sofrido ferimentos leves durante os ataques dos EUA e Israel, permanecendo em operação. Apesar de não aparecer, a mensagem transmitida foi de extrema firmeza e inflexibilidade.
Na declaração, Mojtaba deixou claro que o Irã continuará a usar o bloqueio do estreito de Hormuz como uma ferramenta de pressão contra os EUA e seus aliados. O estreito é uma rota vital para cerca de 20% do transporte mundial de petróleo, e essa ação certamente elevará ainda mais os preços globais do petróleo, aumentando a tensão na região.
Os EUA e seus aliados já tomaram medidas de retaliação. Segundo informações, o Comando Central dos EUA tem intensificado operações de limpeza de minas iranianas na área, tentando romper o bloqueio efetivo do Irã ao grande canal de energia.
Este conflito, conhecido como “Guerra do Ramadã”, tem um peso emocional para Mojtaba, ligado à sua história familiar. Após a morte de seu pai, o antigo líder supremo Ali Khamenei, em um ataque aéreo no final de fevereiro e início de março, Mojtaba foi rapidamente indicado por uma reunião de especialistas, sob impulso da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), em 8 e 9 de março.
Na sua fala, Mojtaba homenageou seu pai, descrevendo-o como “firme como uma montanha”, e mencionou que mártires, incluindo sua mãe, esposa e irmã, exigem vingança. Declarou com firmeza que o Irã não recuará e que buscará reparação com sangue dos inimigos; se os EUA se recusarem, o Irã destruirá proporcionalmente os ativos inimigos, realizando uma “reparação com sangue”.
Além de confrontar os EUA e Israel, Mojtaba também direcionou sua atenção aos países do Oriente Médio que permitem a presença militar americana. Ele pediu veementemente que esses países fechem suas bases, criticando-as como instrumentos de controle dos EUA na região, e advertiu que, se não atenderem ao apelo, o Irã continuará a atacar legalmente essas instalações.
Para consolidar sua autoridade interna, Mojtaba elogiou fortemente as forças armadas iranianas e a “Frente de Resistência” pelo duro golpe dado aos inimigos nos momentos mais difíceis, sugerindo que, por interesses nacionais, o Irã pode abrir “novas frentes de batalha” no futuro. Especialistas apontam que essa declaração oficial de postura dura destrói qualquer expectativa de que o Irã possa buscar um cessar-fogo após a mudança de liderança, indicando que a crise no Oriente Médio pode se intensificar ainda mais.