Recentemente, uma baleia de Bitcoin (BTC) que estava inativa há anos voltou a movimentar-se, atraindo a atenção dos traders. Conforme informações da Arkham, a carteira identificada como “5K BTC OG” recebeu 5.000 BTC em 2012, ao valor de US$ 332 por unidade, totalizando apenas US$ 1,66 milhão na época. Hoje, esse montante vale quase US$ 500 milhões, e a baleia já liquidou metade de seus ativos.
Dados da Lookonchain e da Arkham indicam que essa carteira iniciou vendas sistemáticas em 4 de dezembro de 2024. Até o momento, foram vendidos 2.500 BTC em diversos lotes, com preço médio de saída de US$ 106.164, gerando aproximadamente US$ 265 milhões. A transação mais recente aponta a transferência de 500 BTC para a Binance, avaliados em cerca de US$ 47,77 milhões.

(Fonte: lookonchain)
Essas vendas são claramente planejadas e não uma liquidação isolada. Cada transferência variou entre 250 e 500 BTC, distribuídas em pelo menos 10 transações ao longo de cinco meses. Essa abordagem visa, provavelmente, diluir as operações na liquidez do mercado, minimizar riscos de slippage e evitar a detecção por sistemas automatizados de criação de mercado.
Embora metade já tenha sido vendida, a carteira ainda detém 2.500 BTC—equivalentes a cerca de US$ 237,5 milhões. Caso esses ativos sejam vendidos com o BTC se aproximando de US$ 100.000, isso pode criar uma nova zona de resistência.
Para holders de longo prazo, essa estratégia de “HODL até a saída” foi extremamente lucrativa, com ganhos superiores a US$ 500 milhões. Já para traders de curto prazo, o movimento traz incertezas: uma baleia inativa por 12 anos voltou à ativa e está liquidando ativos. Ainda é incerto se o mercado conseguirá absorver mais uma venda de 500 BTC.
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A liquidação realizada por uma baleia de Bitcoin após 12 anos de inatividade evidencia o impacto expressivo que holders de longo prazo podem exercer sobre o preço do BTC. Embora o mercado conte atualmente com liquidez suficiente, a venda dos 2.500 BTC remanescentes pode pressionar novamente o ativo. Investidores devem acompanhar de perto os movimentos das baleias e as tendências de preço para fundamentar estratégias sólidas de gestão de risco.





